terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Resumão de Bioquímica voltada para Odontologia.






1-    O que é bioquímica ? Em quais momentos você acredita que ela possa relacionar com sua profissão ?
R:
É a ciência que estuda os processos químicos nos organismos vivos, em todos os aspectos em vista que praticamente todas as enfermidades bucais se relacionam quimicamente com a cavidade bucal.
Ex: a cárie ocorre pelo processo de desmineralização produzido pelas bactérias, que ao metabolizaram os restos de alimentos presente no biofilme produzem ácidos, que fazem com que diminua o pH, e ocorra a perda de íons cálcio e fosfato presentes no esmalte.

2- O que os aminoácidos formam em nosso organismo ?
R: Formam polímeros chamados peptídeos e proteínas.

3- O que os carboidratos formam em nosso organismo ?
R: São armazenados no fígado e nos músculos como glicogênio, que é a principal fonte de energia para respiração celular.
Principal fonte de energia a ser convertida nas células, sob a forma de ATP.

4- O que os lipídeos formam em nosso organismo ?
R: É armazenado no organismo sob a forma de gordura, que também fornecem energia mas de absorção lenta, também servem como reserva nutritiva.

5- O que as bases nitrogenadas formam em nosso organismo ?
R: Formam a base de polímeros chamados ácidos nucléicos.
são dois ácido desoxirribonucléico DNA e ácido ribonucléico RNA.

6- De dois exemplos de compostos inorgânicos.
R:
Compostos inorgânicos contém metais ou hidrogênio combinado com um não metal ou um grupo de não metais.
Na: sódio, K: potássio, Ca: Cálcio, F: flúor.

7- O que são ligações iônicas? de 2 exemplos:
R: Quando ocorrem ligações entre íons positivos (cátions) e negativos (ânions) denominamos de Ligações Iônicas.
A ligação iônica ocorre com a formação de íons.
Ex: AL2O3 (óxido de alumínio )
NaCL (cloreto de sódio)
Não metal com não metal.

8- O que são ligações covalentes ? de 2 exemplos:
R: Tipo de ligação que ocorre quando os dói átomos precisam adicionar elétrons nas suas últimas camadas.
Ex: O2 ( oxigênio) CO2 ( dióxido de carbono)
Não metal com não metal.


ED 3
1- Quais as 3 principais características da água ?
R: Insípido, inodoro e incolor.


2- Defina moléculas: Hidrofílicas, Hidrofóbicas e Anfipáticas ? de exemplos.
R:
Hidrofílicas: possuem afinidades por água ou seja solúveis em água também chamadas substâncias polares. Ex: Polissacarídeos.
Hidrofóbicas: não solúveis em água , também chamadas de substâncias apolares. Ex: óleos e gorduras.
Anfipáticas: substâncias que possuem parte polar e outra apolar, sua solubilidade em água depende de vários fatores. Ex: detergente.

3- Qual a principal base bioquímica da membrana celular ?
R: Glicocálice, impedindo que alguns tipos de vírus ou bactérias se anexem as células.

4- Quais os sais minerais que devem ser consumidos pelo ser humano e quais suas funções ?
R:
Cálcio: formação óssea, contração muscular, impulsos nervosos.
Fósforo: manter ossos e dentes fortes.
Ferro: aumenta volume sanguíneo, hemoglobina, transporte e armazenamento de oxigênio.
Iodo: fabricação de hormôneo da tireóide.
Potássio: equilíbrio hídrico, funcionamento muscular e metabolismo.
Sódio, cromo, enxofre, fluoreto, manganês, molibidemio, selênio, zinco, cloreto.
-Quais as funções em geral dos sais minerais:
Função dos sais minerais em geral: regulam reações enzimáticas, composição de moléculas orgânicas, manutenção do equilíbrio osmótico, formação e manutenção dos ossos.



1-      Quais as principais características das proteínas fibrosas e globulares ?
R:
Fibrosas: na sua maioria, as proteínas fibrosas são insolúveis nos solventes aquosos. A esta categoria pertecem as proteínas de estrutura ex: colágeno do tecido conjuntivo, fibrina e a miosina dos músculos.
Globulares: são mais ou menos esféricas, são geralmente solúveis nos solventes aquosos. Nesta categoria situam-se as proteínas ativas Ex: enzimas, transportadoras como hemoglobina etc..

2-      Quais são as funções das seguintes proteínas:

-Mioglobina: principal transportador intracelular de O2 nos tecidos musculares, além de estocar O2 nos músculos. Entretanto não transporta O2 da mesma forma que a hemoglobina.
-Hemoglobina: metaloproteinase presente nos glóbulos vermelhos que permite o transporte de O2 pelo sistema circulatório.
-Colágeno: São responsáveis por manter as células dos tecidos unidas e fortalece-las, cicatrização e regeneração em caso de corte ou cirurgia.
-Elastina:  As fibras elásticas são formadas por uma proteína chamada elastina. Essas fibras cedem a tração mas retornam ao seu tamanho original quando cessam as forças. EX: puxar e soltar a pele.

3-      O que é proteína ? Do que ela é composta ?
R:
classes de compostos orgânicos de carbono, nitrogênio e hidrogênio, que constituem o principal componente dos organismos vivos e são compostos por aminoácidos.

4-      O que é ligação peptídica ?
R: É uma ligação que ocorre entre duas moléculas quando o grupo carboxila de uma molécula reage com o grupo amina de outra molécula, liberando uma molécula de água H2O, reação por síntese de desidratação que ocorre entre moléculas de aminoácidos.

5-      Quais as funções das proteínas ?
R: Exercem funções diversas como: catalisadores, elementos estruturais e sistemas contráteis, armazenamento (ferro), veículos de transporte (hemoglobina), hormônios, anti-infecciosos (imunoglobina), enzimáticas (lípases), nutricional e agentes protetores.

6-      Defina as estruturas:
Primária:  nível estrutural mais simples, que resulta em uma longa cadeia de aminoácidos semelhantes  a um colar de contas.
Secundária: arranjo espacial de aminoácidos próximos entre-si na sequência primária.
Terciária: arranjo espacial de aminoácidos distantes entre si na sequência polipeptídica.

7-      O que ocorre com uma anormalidade de sequência dos aminoácidos ?
R: comprometem forma e função da proteína, pois incide diretamente a ela.



ED4 Ácido Base:
1- O que é acido e base ?
R:
ácidos são moléculas que liberam hidrogênio.
Bases são moléculas capazes de se combinarem com os íons hidrogênio.

2- O pka é importante para analisar qual característica dos ácidos ?
R: É uma grandeza que permite saber a força de um ácido, quanto menor é o pKa de um ácido, maior é sua tendência de ionizar-se, consequentemente, mais forte é o ácido.

3-O que é uma solução tampão ? Dê de exemplos:
R: É um sistema de moléculas e ions que atuam para impedir alterações da concentração de H+, e por isso, serve para estabilizar o pH de uma solução.
ex: proteínas e bicarbonato.

4- Como ocorre a produção de íons hidrogênio durante o exercício ?
R:  Os músculos esqueléticos em concentração produz muito ácido láctico, resultando na acidose ou seja liberação de íons H+ no organismo.

5- Qual a importância dos ácidos voláteis produzidos durante o exercício físico ?
R: Durante o exercício físico, a produção de CO2 aumenta e consequentemente uma carga extra de ácido volátil ao corpo.
Como tem a capacidade de ser eliminada pelos pulmões na forma de gás evitam que o corpo entre em acidose.

6- Qual a importância dos ácidos na odontologia ?
R: Os ácidos presentes na cavidade bucal são de origem bacteriana ou pela alimentação ácida como abacaxi, laranja etc..  Quanto mais ácido for o meio bucal mais haverá a perda de íons Ca: cálcio e P: fosfato  do esmalte dentário para o meio, essa perda é denominada desmineralização o que faz com que o dente perca seu material formando as cavidades, é importante saber esse processo para podermos intervir na estabilização da doença aumentando o pH bucal que deverá ser acima de 5,5 onde irá iniciar o processo de remineralização.

ED6:

1- Defina carboidrato e quais são os seus tipos. Dê exemplos de carboidratos segundo os tipos (classificação) presente nos seres humanos.
R:  Carboidratos ou hidratos de carbono, são também chamados de açucares.
Classificação: monossacarídeos, dissacarídeos e polissacarídeos.
Exemplos:
Monossacarídeos: glicose , frutose e galactose.
Dissacarídeos : sacarose, maltose , lactose.
Polissacarídeos: amido, glicogênio e celulose.

2- Qual a diferença entre metabolismo e anabolismo ?
R: Metabolismo é a soma de processos físicos e químicos que ocorrem dentro de um organismo vivo.
Anabolismo é a capacidade que o organismo possui de transformar uma substância em outra que sirva para seu desenvolvimento e reparação.

3- Como ocorre o metabolismo dos carboidratos ?
R: Pelas enzimas presentes no organismo os carboidratos são quebrados em estruturas menores, tem seu ínicio na boca pela enzima “Amilase” que é secretado pela glândulas salivares, no duodeno pela Amilase pancreática, e intestino delgado pelas enzimas sacarase, maltase e lactase.

4- Como ocorre a obtenção de energia pela via aeróbica ?

AULA 11
1- Quais são os fatores principais que interferem na desmineralização do esmalte podendo levar ao processo de cárie:
R:
Dieta: Determinada pela presença de carboidratos, principalmente a sacarose que serve de substrato para os microorganismo,  que na sintetização possuem papel importante na formação da placa e produção de ácidos que promovem a desmineralização do esmalte.
Microorganismos: metabolismo bacteriano que culmina com a formação de ácido e conquente desmineralização do dente.
Dente suscetível: Extrínseco: fator cultural, Intrínseco, fluxo, composição e capacidade tampão da saliva, aspectos imunológicos e hereditários, e mineralização do dente ( resistência a dissolução ácida)
Tempo:

2- Como ocorre a alteração do pH no processo de cárie ?
R: Pela presença da placa bacteriana, constante consumo de alimentos ricos em sacarose, as bactérias metabolizam esses alimentos produzindo ácidos que fazem com que diminua o pH o ocorra a desmineralização, mas devido efeito tampão da saliva o ácido é neutralizado promovendo a remineralização podendo paralisar a doença.
Se a presença de ácidos for contínua poderá ocorrer a formação de cavidades.

3- Como a saliva atua como efeito tampão no processo de cárie ?
R
: A capacidade tampão da saliva é a propriedade de a saliva manter o seu pH constante a 6,9 e 7,0, graças aos seus tampões (mucinato, mucina, bicarbonato HCO3, ácido carbônico H2CO3 e HPO4, H2PO4), que bloqueiam o excesso de ácidos e bases.
O elevado poder de tamponamento da saliva mantém a higidez da mucosa bucal e dos dentes.
Os microorganismos presentes na placa, produzem ácido a partir do açúcar, os quais, não sendo rapidamente tamponados e limpos pela saliva, podem desmineralizar o dente.

4- Como a saliva atua como agentes imunológicos no processo de cárie ?
R:
Anticorpos estão presentes na saliva. A principal imunoglobulina encontrada na saliva, IGA secretora, tem a capacidade de aglutinar microorganismos. Essa capacidade, juntamente com a ação de limpeza da saliva, serve para remover agregados de bactérias.
Também possuem amplo espectro de proteínas antibacterianas, como a histatina e a lisozima que pode hidrolisar a parede celular de algumas bactérias. A lactoferrina liga-se ao ferro livre, privando, assim as bactérias do seu elemento essencial.

5- Como a dieta a base de sacarose atua no processo de cárie ?
R:A cariogenicidade da dieta é determinada pela presença de carboidratos, principalmente a sacarose, que servem de substrato para que os microorganismo da cavidade bucal sintetizem polissacarídeos extra-celulares com um importante papel na formação da placa, e também, na produção de ácidos orgânicos, que promovem a desmineralização do esmalte e podem desencadear o processo cárie.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Resumão Odontopediatria I



1-      O que é medo objetivo direto de 1 exemplo:
E: É aquele oriundo de experiências vividas diretamente pela criança, e que provoca emoções dolorosas e desagradáveis, é direto quando a experiência anterior dolorosa ou degradável sofrida pela criança ocorreu durante tratamento odontológico.

2- O que é medo subjetivo ?
R:
Esse tipo de medo ocorre por sugestões, crianças que ouviram falar de experiências desagradáveis e dolorosas, vividas por seus amigos, pais, parentes, no consultório odontológico. A criança grava a descrição e pode fantasiar  exagerando oquadro.
Ex: Mãe foi ao dentista e sofreu muito, sentiu dor e saiu sangue.
A criança retém a informação e quando tiver de ir ao dentista irá pensar ( Se minha mãe é grande e me protege sofreu o que será de mim ?)

3- Descreva medo do desconhecido e do inesperado ?
R:
Em situações tranqüilas onde a criança aparenta estar sob nosso domínio, pode haver falha diante de situações inesperadas ou simples ( ex: luz do refletor ) não tendo sido bem preparadas podem assustar-se.

4- Técnica radiográfica indicada para esse paciente:
3 anos de idade, lesão de cárie nos elementos 51, 61, 52, 62.
R: Técnica periapical para crianças em idade pré-escolar.
Pois é indicado para observação de lesões de cárie e seu comprometimento tecidual, bem como detecções e alterações pulpares e reabsorções.

Posicionar a criança com a cabeça inclinada 30 graus em relação ao solo.
Colocar dois filmes periapicais unidos pelo lado insensível, com uma lâmina de chumbo entre ele.
Levar os filmes a boca, com o longo eixo maior entre as comissuras labiais, sendo presos pelos dentes em oclusão.
Para região superior o feixe do raio-x incide sobre a ponta do nariz e para a inferior no mento.;

5- Descreva a técnica periapical para crianças em idade pré-escolar para regiões posteriores da maxila e mandíbula.
R: Utilizamos um filme periapical padrão dobrado, sob o lado sensível em ângulo reto, e prendemos um rolete de algodão com fita adesiva, na parte do filme que ela vai morder.
Pedir ao paciente que morda o filme onde está o algodão, de maneira que a outra porção fique paralela ao longo eixo do dente.
Os raio-x devem incidir para a região apical do dente.

6- Qual a técnica radiográfica utilizada para a localização de dentes supranumerários na maxila ? Descreva essa técnica:
R:
Técnica de Clarck.
É necessário 2 tomadas radiográficas: a primeira cêntrica e a segunda modificada.
Fazer um traço no meio e outro quase 1 cm da borda do filme (borda dos incisivos) , que são os pontos de referência.
Colocar os filmes na mesma posição para as duas tomadas, comparar as radiografias, todo o corpo que deslocar para o mesmo lado onde desviamos o ângulo horizontal estará para lingual\palatina caso contrário para vestibular.

6- Quais as indicações da técnica interproximal ?
R:
lesões de cáries interproximal e oclusal, verificar a profundidade do sulco, avaliar contorno de restauração, relação da lesão coronária com a câmara pulpar, estudo da crista óssea.

7- Descreva a técnica interproximal para crianças em idade escolar:
R; Linha tragus asa do nariz paralelo ao solo, plano sagital mediano perpendicular ao plano horizontal, adaptamos uma asa de mordida ao filme radiográfico, posicionamos o filme e pedimos que o paciente oclua sobre a asa de mordida, raio-x deve incidir sobre o plano oclusal.
Assim obtemos a imagem dos dentes superiores e inferiores.

8- Descreva a técnica interproximal para crianças em idade pré-escolar.
R: Dobramos um filme padrão no sentido da largura e colocamos uma lâmina de chumbo entre as partes dobradas, usar para cada lado da arcado um dos lados do filme, dessa maneira temos a imagem de ambos os lados na mesma película.
Feixe rx- plano oclusal.

9- Descreva as características que diferenciem fluorose, hipoplasia e lesão incipiente de cárie quanto ao aspecto e localização dos dentes afetados.
R: Hipoplasia:
Aspecto: lesão com bordas bem delimitadas, contornos oval ou arredondados.
Localização: centralizada superfície lisa.
Coloração: brancas opacas, amarelo-creme, alaranjadas.
Quanto aos dentes afetados  superfície vestibular de um único dente ou dente homólogos.

Fluorose:
Aspecto: linhas difusas que acompanham as linhas de formação do dente, assemelha-se a riscos de giz
Localização: toda a superfície do dente e pontas de cúspides.
Coloração: brancas – leve.  Amareladas – severa.
Quanto aos dentes afetados, dentes homólogos ou de mesmo período de formação.

Cárie incipiente:
Aspecto: lesões com borda irregulares que acompanham a cervical, presença de placa e gengivite.
Localização: áreas retentivas (oclusal, proximal, cicatrículas e fissuras)
Coloração: branca opaca, rugosa ou levemente amarelada.
Quanto aos dentes afetados permanentes e decíduos.

10- Quais as características da camada superficial na cárie de esmalte:
R:
Permeável a produtos bacterianos, devido a sua alta mineralização é resistente a formação de cavidades e a ação de microorganismos.

11- Quais as características do corpo da lesão na cárie de esmalte ?
R:
Localizada subsuperficialmente, desmineraliza mais rapidamente, 10 a 25 % do sue volume ocupado por microporos, 75 a 90% de conteúdo mineral intacto.

12- Quais as características da zona escura e translúcida na cárie de esmalte ?
R:
Zona escura: localiza-se na periferia imediata ao corpo da lesão, sua porosidade é representada por microporos de 2 a 4% do seu volume.
Zona translúcida: é a parte posterior da desmineralização do esmalte, porosidade 1% do seu volume é constituído de espaços intercristalinos ou microporos.

13- Descreva os aspectos clínicos da cárie de dentina:
R: Presença de tecido amolecido, desorganizado, de coloração predominantemente amarelo-acastanhado.

14-Descreva as características da cárie de dentina quanto as suas zonas de progressão:
R: Zona esclerosada: a esclerose dentinária resulta em desmineralização de sua matriz e degradação da porção orgânica.
Zona infectada: rica em microorganismos e restos celulares, consistência amolecida.
Zona afetada: pela ação da microbiota acidogênica mostra-se desmineralizada de coloração amarelo-acastanhado.

15- Descreva os aspectos clínicos da cárie radicular:
R: lesões amolecidas na superfície radicular, áreas amarelo acastanhadas  amolecidas que circundam toda a superfície da raiz, normalmente possuem maior extensão do que profundidade.

16- A fluorterapia é um recurso utilizado com freqüência na odontologia. Descreva qual o papel do íon flúor na prevenção da lesão de cárie e responda: qual a diferença entre terapia com flúor gel e flúor verniz e quais as indicações para cada 1:
R:  Pelo esmalte se encontrar hígido haverá pouco espaço entre os cristais de hidroxiapatita, para isso lançamos mão de um flúor que contanha ácido em sua composição para promover uma breve desmineralização, com o aumento desse espaço intercristalino, o flúor consegue ser armazenado na forma de glóbulos de flúor entre os cristais de hidroxiapatita, estando disponíveis sempre que ocorra uma desmineralização, o flúor irá repor os íons perdido nesse processo formando hidroxiapatita fluoretada.

Os vernizes liberam flúor lentamente, duração até 12horas, provocando menor quantidade de flúor no plasma em comparação com  o gel, sendo interessente para crianças de pouca idade, o verniz é indicado no protocolo preventivo, maturação pós-eruptiva. E o gel usado gerlamente para controle.


17- Quando e como indicamos a fluortrapia chamada terapia de choque:
R:
É indicado quando a criança apresentar; atividade de cárie bastante evidente, quadro de cárie aguda generalizada, lesões brancas ativas.
São feito  aplicações semanais durante 1 mês, (4 aplicações) seguido por 3 aplicações mensais e reavaliação do controle da doença, para decidir se continua aplicando ou se podem ser dados intervalos de 3 meses.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Resumão odontopediatria





1- Quanto a cronologia dos dentes decíduos da arcada superior:

O dente 51 ou incisivo central decíduo direito irrompe na cavidade bucal por volta dos 5 a 7 meses.
O dente 62 ou incisivo lateral decíduo esquerdo irrompe na cavidade bucal por volta dos 8 a 11 meses.
O dente 54 ou primeiro molar decíduo direito irrompe na cavidade bucal por volta dos 12 a 16 meses.
O dente 63 ou canino decíduo esquerdo irrompe na cavidade bucal por volta dos 16 a 20 meses
O dente 55 ou segundo molar decíduo direito irrompe na cavidade bucal por volta dos 19 a 24 meses.

2- Quanto a cronologia dos dentes decíduos da arcada inferior:

O incisivo central inferior decíduo direito ou 81 irrompe na cavidade bucal por volta dos 5 a 7 meses.
O incisivo lateral decíduo esquerdo ou 72 irrompe na cavidade bucal por volta dos 8 a 11 meses.
O primeiro molar inferior decíduo direito ou 84 irrompe na cavidade bucal por volta dos 12 a 16 meses.
O canino decíduo inferior esquerdo ou 73 irrompe na cavidade bucal por volta dos 16 a 20 meses.


3- De acordo com a presença ou não de diastemas na região anterior, superior e inferior, Baume classificou a arcada decídua em Tipo I e Tipo II.
Descreva as características de cada classificação:

R: TIPO I : possui diastemas entre os dentes anteriores, favorável a bom posicionamento dos permanentes anteriores quando da sua erupção.
TIPO II: não aresenta diastemas nos dentes anteriores, tendência a apinhamento dos permanentes anteriores quando da sua erupção.
OBS: Pode ocorrer Tipo I na maxila e Tipo II na mandíbula
Pode ocorrer Tipo II na mandíbula e Tipo I na maxila.
Tipo I não se transforma em Tipo II nem o inverso.

4- Onde se localiza o espaço primata nas arcadas superiores e inferiores ?
R: Maxila: entre canino e incisivo lateral decíduo.
Mandíbula: entre canino e primeiro molar decíduo.

5- Se analisarmos as arcadas superior e inferior, pelos pontos mais distais dos segundos molares decíduos, a relação distal entre esses dois dentes pode ser de 3 tipos: Quais são eles e descreva cada 1.
R: Relação distal em plano, formando degrau mesial para mandíbula e formando degrau distal para mandíbula.

Relação distal em plano: se essa relação for mantida até a erupção dos primeiros molares, provavelmente a oclusão será topo a topo, a tendência é que pela substituição dos molares decíduos pelos pré-molares a oclusão seja em classe I de angle.

Relação distal formando degrau mesial para mandíbula: grande possibilidade dos primeiros molares permanentes erupcionarem e ocluirem em classe I.

Relação distal formando degrau distal para mandíbula: ao erupcionar os primeiros molares permanentes a oclusão será em classe II, distoclusão, prenúncio de má-oclusão.

obs: relação em plano é comum aos 3 anos de idade, entre 5 e 6 anos de idade ocorre a transição para degrau mesial. Isso ocorre devido a força que o primeiro molar permanente faz sobre a porção distal dos segundos molares decíduos, mesializando-o.

6- O que significa IHO-S ?
R: Índice de higiene oral simplificado.

Como analisamos esse índice ?
R: Coramos a superfície vestibular de 6 dentes com evidenciador, 3 na arcada superior e 3 na arcada inferior,são eles molares e incisivos centrais.
Valores: 0 ausência de placa bacteriana, 1 presença de 1 terço da superfície de placa bacteriana, 2 presença de 2 terço da superfície de placa bacteriana, 3 mais de 2 terço da superfície com presença de placa.
Somamos todos os valores encontrados e dividimos por 6 que é o número total de dentes evidenciados, assim teremos o resultado.

7- Cite a sequência favorável de erupção dos dentes permanentes:
R: Primeiro molar inferior, Primeiro molar superior, Incisivo central inferior, Incisivo Lateral inferior,  Incisivo central superior, Incisivo lateral superior, Canino Inferior, Primeiro pré molar inferior, Primeiro pré molar superior, Segundo pré molar inferior, Segundo pré molar inferior, Canino superior, Segundo molar inferior, Segundo molar superior.

8- Quantas cúspides apresenta os primeiros e segundos molares decíduos.
R: Primeiros molares:  superior 3 cúspides, 2 vestibular e 1 palatina, Inferior 4, 2 vestibulares e 2 palatinas.
Segundos molares: superior 4 cúspides, 2 vestibular e 2 lingual, Inferior 5, 3 vestibulares e 2 linguais.

9- De que modo podemos tratar uma criança que apresenta quadro de medo subjetivo ?
R: Conversando com ela, devemos ganhar a sua confiança, tomando sua atenção de modo a desvincular o medo, explicamos que não há necessidade de ter medo e que estamos ali para ajuda-la.
Mostramos a ela o ambiente explicando todos os detalhes referente aos equipamentos e instrumentais bem como o procedimento, para que no momento que ganharmos a sua confiança não aconteça nada que possa assusta-la, como por exemplo a luz do refletor, ela pode se assustar e voltar todo o medo que havíamos contornado.

10- De que maneira o flúor age na cárie incipiente ?
R: O flúor age diminuindo a solubilidade do esmalte, incorporando íons flúor entre os cristais de hidroxiapatita desmineralizados, formando cristais de hidroxiapatita fluoretada.

12- De que maneira o flúor age na prevenção da cárie dentária ?
R:
Pelo esmalte se encontrar hígido haverá pouco espaço entre os cristais de hidroxiapatita, para isso lançamos mão de um flúor que possua ácido em sua composição, para promover uma breve desmineralização, com o aumento desse espaço intercristalino, o flúor conseguira ser armazenado dentro desses espaço na forma de glóbulos de flúor, estando disponível sempre que houver uma queda de pH que cause a desmineralização,  o mesmo irá repor os íons perdido nesse processo formando cristais de hidroxiapatita fluoretada.

12- Qual a melhor maneira de se indicar o flúor bochecho ?
R: É indicado para crianças e adultos que vivem em comunidades deficientes em flúor.

13- Qual a diferença entre flúor gel e verniz ?
R: Os vernizes liberam flúor lentamente, liberação que dura até 12 horas, fazendo que haja menores quantidade de flúor no plasma em comparação com o gel, sendo interessante para crianças de pouca idade.
Indicamos o verniz em dentes que apresentam em maturação pós-eruptiva (protocolo preventivo) e o gel é usado normalmente para controle.

14- Quando e para quais dentes indicamos a anestesia infiltrativa em Odontopediatria ?
R:
Qualquer procedimento odontológico que venha a causar dor.
É indicado para todos os dentes da maxila tanto permanentes quanto decíduos.
Na mandíbula é indicado em dentes anteriores decíduos e permanentes.
Pode também ser usado em molares decíduos exceto a partir dos 5 a 6 anos, quando as raízes desses dentes estão completas e o osso mandibular se encontra mais calcificado, dificultando a difusão do anestésico.
-Descreva a técnica:
R: Antisepsia, anestésico tópico, estirar os tecidos moles para agulha penetrar mais rápido, a puntura deve ser feita na região de fundo de sulco o mais próximo do ápice com o bisel voltado para o ossso, depositar o anestésico lentamente, aguardar de 3 a 5 minutos para a anestesia instalar.

15- Indicações da técnica anestésica pterigomandibular:
R: Usado na mandíbula para pré-molares e molares permanentes, e molares decíduos até a idade de 5 anos.
-Descreva a técnica:
R: Antisepsia da região, anestésico tópico, com o dedo indicador apalpamos a linha obliqua externa, a metade da unha equivale a 1cm acima da oclusal dos molares, esse ponto (metade da unha) será a referência para o ponto de puntura, giramos a carpule até a altura entre canino e primeiro molar decíduo do lado oposto a ser anestesiado, a carpule deve estar ligeiramente inclinada para baixo (lingula abaixo do plano oclusal),  introduzimos a agulha aproximadamente 1cm e depositamos 1 terço do anestésico para anestesiar o nervo lingual, aprofundamos a agulha de 2 cm a 2 cm e meio e depositamos o restante do tubete anestésico para anestesiar o nervo alveolar inferior, o nervo bucal será anestesiado pela deposição submucosa de algumas gotas de anestésico na região de trigonoretromolar.

17- Quais as indicações da técnica anestésica interseptal ou interpapilar ?
R
:  necessidade de anestesia por palatina e lingual, necessidade de colocação de grampos para isolamento absoluto.

- Descreva a técnica:
R: Após realizar anestesia infiltrativa, introduz-se a agulha na papila vestibular que estará anestesiada, penetrando lentamente de V para L\P depositando anestésico lentamente durante o trajeto.

TERAPIA PULPAR

1- Cite as indicações de capeamento pulpar em odontopediatria:
R: Dentes com grandes lesões de cárie, onde a continuidade da remoção possa expor a polpa.
Ausência de mobilidade, ciclo biológico compatível, ausência de alterações radiográficas.

-Descreva a técnica:
R: Remoção da cárie através de curetas, suspender a curetagem quando atingir a dentina afetada, banhar a cavidade com Hidróxido de Cálcio PA para alcalinizar a dentina afetada, aplicar curativo de Hidróxido de Cálcio pasta pasta, restaurar provisioriamente com cimento de ionômero de vidro e esperar 20 dias e radiografar.

2- Cite as indicações do capeamento pulpar direto em odontopediatria ?
R: Ausência de reabsorções, microexposições da polpa sem contaminação, microexposições da polpa por traumatismo, dentes com até dois terços de rizólise, polpa saudável e ciclo biológico compatível.

- Descreva a técnica:
R: Anestesia, isol. Relativo e absoluto, irrigar a ferida com soro fisiológico, secar com penso de algodão estéril, colocar agente capeador, Hidróxido de cálcio PA depois Hidróxido de cálcio pasta pasta e restaurar provisioriamente com cimento de ionômero de vidro, esperar 20 dias e radiograr.
obs: Resposta da polpa ( retração e formação de dentina reacional)

3- Cite as indicações e contra indicações da Polpotomia.
R: Indicações:  Vitalidade pulpar, ciclo biológico compatível, dente que deve permanecer por mais 1 ano, cárie profunda com risco de exposição, ausência de lesão de furca, pulpite em fase inicial, ausência de pulpite irreversível.
Contra indicações: dor espontânea, edema, fístula e reabsorções radiculares.
obs; Acompanhamento clínico e radiográfico deve ser feito até a esfoliação.

-Descreva a técnica:
R: Anest. Isol. Relativo e absoluto, remoção de todo tecido cariado, remoção do teto da câmara coronária, polpotomia com curetas, hemostasia com algodão estéril, medicar com pasta Guedes, selar com guta-percha e restaurar.

4- Cite as indicações e contra indicações da pulpectomia\necropulpectomia.
R: Pulpectomia: pulpite aguda que após polpotomia continua sangrando.
Dentes com grande destruição coronária que necessite pino intra canal.
Necropulpectomia: necrose pulpar causado por lesões de cárie ou traumatismos dentoalveolares, presença de fístula e aumento do espaço pericoronário.
Contra indicações: Rizólise do dente decíduo em estágio avançado e comprometimento do assoalho pulpar (furca).

- Descreva a técnica:
R: Anestesia, Isolamento relativo e absoluto, abertura da câmara coronária, remoção do teto, esvaziamento com curetas e irrigação com Dakin, localizar os canais, preencher a câmara com ENDO-PTC e gotejar dakin, irrigar e aspirar, instrumentação dos canais com lima tipo Kerr (1+2), secar com cones de papéis, com a última lima obturar os canais com a pasta Guedes pinto, selar os canais com guta-percha e reabilitação coronária.

5- Como é feito o plano de tratamento em odontopediatria cite em tópicos:
R: Anamnese, exame clínico (geral e intra-bucal), Plano de tratamento ( Fase sistêmica e Fase preparatória), Fase restauradora e Fase de manutenção.

6- Qual objetivo da fase preparatória no plano de tratamento ?
R: Diminuir ou controlar a atividade das doenças, incluem nessa fase manobras de adequação do meio, controle de placa, orientação e incentivo a higiene bucal, controle da dieta, flúorterapia e aplicação de selantes.

7- O que se entende por adequação do meio bucal e o que é realizado nessa etapa do plano de tratamento ?
R: É realizado conjunto de manobras para preparar a cavidade bucal para receber o tratamento reabilitador, cujo objetivo é diminuir o número de microorganismos, bem como aumentar o pH, impedindo a progressão e nova instalação de doenças placa-dependentes.
Serão realizados nessa fase, exodontias, tratamentos endodonticos, curetagem de cáries cavitadas e selamento com material obturador provisório.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Plano de tratamento em Odontopediatria.


Plano de tratamento integral em Odontopediatria.

O plano de tratamento deve primeiramente promover a saúde e não só tratar a doença, através da educação do paciente para os cuidados básicos da saúde geral e depois direcionando com os da saúde bucal, transmitindo noções e conceitos sobre doenças, estando atento para ouvir as dúvidas e queixas, bem como dos métodos existentes para contê-las e manter o bem-estar.

Um bom plano de tratamento deve ser estabelecido conforme o risco do paciente de doenças bucais para que o diagnóstico mais correto seja obtido e em função disso seja estabelecido um prognóstico mais favorável para o acompanhamento e a manutenção do paciente.

Para executarmos um bom plano de tratamento, devemos dispor de dados que facilitem a compreensão de seu estado e de suas necessidades curativas e preventivas. Esses dados serão fornecidos por meio de uma anamnese correta e um exame clínico minucioso, que devem ser registrados em ficha clínica.

ANAMNESE:  “Por que a criança veio ao dentista ? Qual é o problema ? O que lhe trouxe ao consultório ?”  Deve ser realizado na presença de um adulto ou responsável e que saiba informar sobre a vida passada e presente do paciente.

A anamnese deve ser iniciada pela identificação seguida pela coleta de informações sobre queixa principal, história médica e odontológica, comportamentos e hábitos.

Essa informações devem ser registradas na ficha, de forma clara incluindo todos os dados obtidos, o responsável deve assinar que as informações são verdadeiras.

EXAME CLÍNICO:
Segue todos os passos da semiotécnica usada em adultos dividindo em 2 passos: exame clínico geral do paciente, exame clínico local abrangendo a região de cabeça e pescoço (extrabucal) e o exame intrabucal.

Exame clínico geral: Importante pois a saúde bucal é parte da saúde geral. É realizado através de inspeção, palpação, percussão e auscultação.
No exame clínico extrabucal , devemos observar possíveis alterações de cabeça, pescoço e face, pele, cabelos, e dar atenção especial as cadeias ganglionares cervicais, submandibulares, mentonianas, occipitais, pré e pós-auriculares.

Exame clínico intrabucal:
É feito para poder detectar possíveis alterações ou desvios da normalidade.
O exame é feito por meio de inspeção, palpação, necessitando de boa fonte de iluminação.

Inicia-se pela cavidade bucal, observando lábios e as gengivas, mucosa jugal, palato duro e mole, língua e assoalho bucal, anotar possíveis alterações como cor , forma , consistência ou sangramento.

Os dentes devem ser os últimos elementos a serem observados.
Anotar no odontograma, dentes presentes decíduos ou permanentes, manchas brancas ativas e inativas, e lesões de cárie cavitadas, restaurações, dentes que precisam de tratamento pulpar, exodontia etc...

Exames complementares:  exame radiográfico.

Plano de tratamento:

Fase sistêmica:
dar condições ao organismo para que o tratamento odontológico não interfira na saúde do paciente.
É necessário contatar o médico do paciente  caso demonstre alguma alteração geral do organismo, com objetivo de preparar o paciente para o tratamento odontológico.
Exemplo: antibioticoterapia, profilaxia antibiótica, administração de anti-heméticos, tranquilizantes e outras drogas a critério médico.

Fase preparatória:  tem como objetivo diminuir ou controlar a atividade das doenças e estabelecer medidas para o risco futuro.
Incluem-se nessa fase as manobras de adequação do meio  bem como todos os procedimentos preparativos, tais como controle de placa, motivação para higiene bucal, fluorterapia, aplicação de selantes, agentes químicos (cariostáticos, clorexidina) e controle da dieta.

-Adequação do meio: são conjunto de manobras para preparar a cavidade bucal para receber o tratamento reabilitador.
Nessa fase serão realizados : exodontias, tratamentos pulpares, escavação das cavidades e selamentos com material obturador provisório, pólipos e outros procedimentos clínicos, cujo objetivo é o de diminuir o número de microorganismos no meio bucal, bem como aumentar o seu pH, impedindo a progressão ou nova instalação de doenças placa dependentes, motivando o paciente a participar do processo de retomada a saúde.

Fase restauradora:

Todos os procedimentos de dentística e prótese que possuem finalidade de restaurar, reabilitar e reconstruir estruturas fazer parte dessa fase.

Fase de manutenção:

Aqui será realizado o controle periódico da higiene bucal, reforço da motivação, acompanhamento clínico e radiográfico dos trabalhos executados, reavaliação dos procedimentos reabilitadores, reforço e/ou reaplicação das medidas preventivas responsáveis pela manutenção do estado de saúde bucal e geral do paciente.

O plano de tratamento em odontopediatria prioriza o controle e a prevenção da doença aliado a promoção da saúde para só, em seguida, iniciar o tratamento restaurador.


Resumo do livro "Manual de Odontopediatria".

Adequação do meio bucal.

http://pt.scribd.com/doc/7002060/Adequacao-Do-Meio-Bucal-2007
http://odontoup.com.br/pediatria/plano-de-tratamento-e-adequacao-do-meio-bucal

One of the main and initial clinical procedures in this philosophy of treatment is the oral environment stabilization,
a conjunct of techniques that control the quantity and quality of oral microbiota.
Elimination of pathogen focuses and control of risk of caries desease progression are aimed by means of mass
excavation of carious tissue, sealing of cavities with a temporary material and extraction of residual rood.
This way, the enviroment stabilization (OES) propitiates the stablishment of a functional dental care plan,
streghthening of dental structure, an intra-calicular bacteriostatic action and the control of intra-personal
transmissibility risk.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Anestesia em Odontopediatria


Anestesia em odontopediatria.
                                   

-Indica-se  a anestesia local sempre que se realize qualquer procedimento odontológico que venha a causar dor.

Meio auxiliar excelente quando da colocação do dique de borracha ou do porta-matriz e matriz.

Não haverá contra-indicações para anestesiar crianças com pouca idade, desde que os aspectos gerais de saúde tenham sido analisados cuidadosamente durante a anamnese.

Contra Indicações: pacientes alérgicos a anestésicos,  anomalia ou infecção local que não permita o ato, problemas de saúde geral.

Aspectos psicológicos:
Deve-se avaliar as condições psicológicas do paciente, sabendo se o mesmo já foi ou não anestesiado, em caso positivo saber a técnica e se a criança sentiu medo ou não, caso negativo devemos perguntar se a criança é medrosa ou não e como ela reage a tomar injeções e ao tratar dos dentes.

Explicar a respeito da anestesia com linguajar que seja compreendido pela criança, tranquilizar a criança, conversar com a criança durante a técnica para desviar sua atenção.

Em crianças de pouca idade, pode-se usar o artifício de esconder a agulha com o rolete de algodão estéril ou protetor de agulha, explicando que aquele aparelho é para pingar um remédio que vai ajudar o dente a dormir.

Técnica de Anestesia:

- Cuidados:
Efetuar observação minuciosa do paciente.
Analisar seu comportamento.
Exame clínico completo.
Principalmente verificar o estado de saúde geral.


Nos pacientes com problemas de saúde tais como os cardiopatas, alérgicos e diabéticos, antes de qualquer intervenção, devemos pedir ao médico responsável, declaração por escrito de que o paciente pode ser submetido a anestesia local.

Fatores a serem considerados:
*idade do paciente;
* área a ser anestesiada;
* profundidade requerida;
* duração do efeito anestésico;
* presença de infecção local.

Anestesia tópica:

Marca comercial de anestésico tópico.
Quando bem utilizada, reduz muito a dor que a puntura da agulha pode provocar.

Indicações:
*Antes de qualquer anestesia local;
*Pode substituir a anestesia infiltrativa, na remoção de dentes decíduos, quando as raízes foram totalmente reabsorvidas e a coroa estiver presa só por fibras;
* Durante moldagens;
* Durante exames radiográficos.

Contra indicações:
Úlceras traumáticas ou aftosas, herpes simples.
Não deve ser utilizada sobre lesões ulceradas ou erosões, pois o poder de absorção nessas áreas está bastante aumentado.

Técnica:
- Anti-sepsia da região;
- Secar a mucosa (evitar diluição do medicamento);
- Colocar o anestésico sobre a mucosa com rolete de algodão que deve ser mantido em posição por 3 minutos.

Anestesia Infiltrativa:

                                             Também chamada de terminal ou periférica.

Indicações:
- Maxila: Todos os dentes decíduos e permanentes superiores.
- Mandíbula:  dentes anteriores decíduos ou permanentes.
obs: Pode ser usada também nos molares decíduos, exceto a partir dos 5 a 6 anos de idade, quando as raízes desses dentes estão completas e o osso mandibular está mais calcificado, dificultando a difusão do anestésico.


Técnica:
- Anti-sepsia do local de puntura;
- Secagem da mucosa;
- Aplicação do anestésico tópico por 3 minutos.
- Estirar o lábio para que a mucosa fique bem distendida;
- Aproximar a agulha na região de fundo de sulco, o mais próximo do ápice do dente a ser anestesiado com o bisel da agulha voltado para o osso;
- Penetrar com a agulha lentamente e ir injetando vagarosamente o anestésico e com  pouca pressão para dar tempo aos tecidos de se expandirem e que o vasoconstritor atue, evitando absorção rápida e efeitos tóxicos dos anestésicos.
Nesse tipo de procedimento usamos agulha curta.
Executada a anestesia deve-se aguardar de 3 a 5 minutos para iniciar o trabalho operatório.

Anestesia palatal ou lingual.

Indicações: 
- Quando vamos colocar o grampo ou matriz;
- Exodontias de dentes superiores.

Técnica:
Em certas ocasiões, em razão de manobras clínicas, há necessidade de anestesiar por lingual ou palatal; por exemplo, quando vamos colocar o dique ou a matriz, podemos causar dores indesejáveis, ou ainda quando da execução de exodontias ou procedimentos endodônticos. Nesses casos após anestesia infiltrativa vestibular, introduzimos a agulha na papila, com a seringa perpendicular a ela e paralela ao plano oclusal, caminhando lentamente com a agulha de vestibular para lingual ou palatal. Quando a papila interdental, pelo lado palatal ou lingual, estiver anestesiada, fazemos a anestesia dessa região, introduzindo a agulha num ponto agora já anestesiado.

Anestesia regional pterigomandibular.
Usamos esse tipo de anestesia para a mandíbula em pré-molares e molares permanentes e, ainda, para molares decíduos.

Devemos saber a localização e relação dos seguintes pontos e estruturas: ligamento pterigomandibular, linha oblíqua externa ou borda anterior do ramo ascendente,  língula e a relação dessas estruturas com o plano oclusal dos molares decíduos, por que esses pontos servirão de referência para a técnica.

Técnica direta:
A agulha é introduzida numa única direção, até a proximidade do nervo alveolar inferior, a agulha usada é a curta.


A seringa deve estar entre o canino e o primeiro molar decíduo (ou pré-molar) do lado oposto ao que se deseja anestesiar e ligeiramente inclinada para baixo, pois, na criança, a língula da mandíbula esta localizada abaixo do plano oclusal dos dentes; o ponto de eleição da puntura é o espaço retromolar.



Posição da seringa para a anestesia pterigomandibular entre o canino e o primeiro molar decíduo, ou pré-molar, pela técnica direta


.

Seringa ligeiramente inclinada na técnica pterigomandibular para que a ponta da agulha chegue o mais próximo possível da língula da mandíbula, que em crianças está localizada abaixo do plano oclusal.



                               esquema mostrando em (A) mandíbula (B) mandíbula adulta.

A superfície oclusal dos molares inferiores serve como referência para se localizar a altura para o ponto de punção, o que é feito com o dedo indicador apalpando a linha obliqua externa. A metade da altura da unha corresponde, aproximadamente, a uma distância de 1 cm da superfície oclusal dos molares. Esse ponto (metade da unha) indica o local da penetração da agulha.

                                                 Palpação na linha oblíqua externa.

Introduzir 1 cm da agulha e depositar um terço do tubete, para anestesiar o nervo lingual. Em seguida, introduzimos a agulha a uma profundidade de 2 a 2,5cm, depositamos o restante do anestésico, e anestesiamos o nervo alveolar inferior.

O nervo bucal será anestesiado pela deposição submucosa de algumas gotas do anestésico na região trigonoretromolar.

Havendo necessidade, pode-se complementar essa anestesia com infiltrativas por vestibular, principalmente nos primeiros molares permanentes, que podem possuir nervos recorrentes.

RESUMO DA TÉCNICA:
- Anti-sepsia na região de puntura;
- Secagem da mucosa;
- Aplicação do anestésico tópico por 3’;
- Apalpar com o dedo indicador a linha oblíqua externa para locallizar a fossa retromolar
(depressão).
- A metade da altura da unha corresponde, aproximadamente, a uma distância de 1cm da
superfície oclusal dos molares.Esse é o local da puntura.
- A seringa deverá ser colocada na altura entre canino e 1ºMdec. do lado oposto a ser anestesiado(
téc. direta).
- Introduzir a agulha mais ou menos 1cm e depositar um terço do anestésico para anestesiar o
nervo lingual;
- Introduz-se a agulha 2 a 2,5cm, depositamos o restante do anestésico e anestesiamos o n.
dentário inferior;
- O n. bucal será anestesiado pela deposição submucosa de algumas gotas na região do trígono
retromolar.


continua......

Radiologia em Odontopediatria

Resumo do livro Manual de odontopediatria - Odontopediatria I

Recomendações para radiografias em crianças
-
Familiarizar a criança com o aparelho radiográfico e instruí-la sobre o procedimento a ser realizado, antes da colocação do filme.
- Regular a angulação e o tempo de exposição, antes da colocação do filme.
- Utilizar filme compatível com o tamanho da cavidade bucal.
- Realizar as primeiras radiografias nas regiões mais fáceis, a fim de conquistar a confiança da criança.

INDICAÇÕES.
-
Cáries incipientes.
- Anomalias (agenesia, supranumerário)
- Erupção (época e sequencia)
- Rizólize decíduos.
- Rizogênese dos permanentes.
- Fraturas.
- Reabsorções.
- Comprometimento pulpar.
- Avaliação periapical e periodontal.

Técnica periapical.

- Indicações:
*
Estudo anatômico entre as dentições decídua e permanente e a cronologia de erupção.
*Observação de lesões de cárie e seu comprometimento tecidual, lesões reincidentes sob restaurações.
*Detecção de alterações pulpares, mineralizações, nódulos pulpares, reabsorções e forma da câmara e canais radiculares.
*Pesquisa de anomalias dentais, reabsorções radiculares interna e externa, lesões patológicas periapicais ou na região de furca, inclusões dentais e doenças ósseas.

-Método da bissetriz ou do cilindro curto.
Esse método é usado em crianças em idade escolar de 6 a 7 anos. (dentição mista)
Os raios devem incidir perpendicularmente sobre o plano da bissetriz do ângulo formado pelo longo eixo do dente e do filme.
Para a tomada das radiografias, devemos colocar a criança em posição tal que o cilindro orientador seja dirigido para os ápices do dentes.

-Método do paralelismo ou do cilindro longo.
Esse método exige a colocação do filme paralelo ao longo eixo do dente, com o feixe de raios X, incidindo perpendicular ao longo eixo de ambos.
Para facilitar essa técnica é empregado o uso de posicionadores.


Posicionador

Como vantagens dessa técnica, temos a maior simplicidade do método, melhor padronização das radiografias e o fato de que a imagem radiográfica das raízes dos dentes decíduos não fica tão sobreposta sobre os germes dos dentes permanentes.

-Método da bissetriz modificada para crianças em idade pré-escolar:
*
Dentes anteriores:   posição da cabeça com o plano sagital mediano perpendicular ao plano horizontal, linha trágus asa do nariz (maxila), linha trágus comissura labial (mandíbula).

*Dentes posteriores:  molares decíduos, utiliza-se filme periapical padrão dobrado, sob o lado sensível em ângulo reto (em L). Coloca-se um rolete de algodão no ângulo preso com a fita adesiva para que a criança morda, mantendo o filme em posição.

TÉCNICA INTERPROXIMAL.

-Indicações:
*
Pesquisa de lesões de cárie proximal e oclusal (principalmente incipientes).
*Relação da lesão coronária com a câmara pulpar.
*Avaliação do contorno de restaurações.
*Estudo da crista óssea alveolar.

Nas crianças em idade escolar, usamos essa técnica de maneira semelhante a usada para adultos. Confecciona-se uma asa de mordida com cartolina ou fita adesiva e adapta a um filme radiográfico (padrão ou infantil). Esse filme é então posicionado na cavidade bucal; traciona-se a asa de mordida e pede-se que a criança oclusa os dentes. Os o feixe de raio X deve incidir sobre o plano oclusal.

Já nas crianças de idade pré escolar, utilizamos um único filme-padrão dobrado no sentido da largura. Colocamos entre as partes dobradas uma lâmina de chumbo e usamos para cada lado das arcadas um dos lados do filme. Dessa maneira temos na mesma película a imagem radiográfica de ambos os lados.

TÉCNICA DE LOCALIZAÇÃO DE SUPRANUMERÁRIOS.

Maxila (Técnica de Clark):
Utilizada para localizar dentes supranumerários ou corpos estranhos no sentido vestibulopalatino, na maxila.

São realizadas duas tomadas radiográficas: a primeira é uma radiografia cêntrica e a segunda é modificada, deslocando-se apenas a angulação horizontal do feixe de raios X.

Comparando-se as duas radiografias, podemos observar que na segunda haverá dissociação das imagens dos corpos, as quais serão projetadas em locais diferentes no filme.

Assim todo corpo que acompanhar o deslocamento para o mesmo lado para onde desviamos o ângulo horizontal, na segunda radiografia, estará localizado por palatino se, ao contrário, deslocar-se no sentido oposto, estará por vestibular, não havendo mudança estará numa posição  intermediária.

Mandíbula (método de Miller-Winter):
A localização de dentes inclusos ou corpos estranhos na mandíbula faz-se através do cruzamento radiográfico de uma incidência periapical e outra oclusal. A incidência periapical fornece a posição mesial ou distal e a altura do dente na mandíbula. A incidência oclusal localiza a posição vestibular ou lingual.

O paciente fixa o filme com os dentes para a tomada radiográfica oclusal, sendo que o tempo de exposição deve ser, em média, o dobro daquele usado na técnica periapical. O feixe central de raios X é dirigido perpendicular ao filme e a região.