segunda-feira, 17 de março de 2014

Regras de acentuação (Português para concurso)

REGRAS DE ACENTUAÇÃO:

- Regra 1:

* Acentuam-se as oxítonas terminadas em A (S), E (S), O (S) , EM , ENS.
Ex: Repôs, atrás, após, cafés, detêm, provéns, sofá.

Obs: Palavra oxítona – é aquela que, tendo duas ou mais sílabas, a última sílaba é a mais forte.

EX:  Repôs ->  Re – pôs  (oxítona terminada em OS)
Atrás ->  A – trás (oxítona terminada em AS)
Após ->  A- pós (oxítona terminada em OS)
Cafés -> Ca-fés (oxítona terminada em ES)
Detêm -> De – têm (oxítona terminada em EM)
Provéns -> Pro – véns (oxítona terminada em ENS)
So -> So – fá (oxítona terminada em A)

Rapaz -> Ra – paz (oxítona terminada em Z não tem acento)
Capaz -> Ca – paz (oxítona terminada em Z não tem acento)

Atenção: Terminadas em (EM) no singular usa-se acento agúdo.
Terminandas em (EM) no plural usa-se o acento circunflexo.

EX: O policial intervém ....
Os policiais intervêm....

- Regra 2:

*Acentuam-se as paroxítonas terminadas em  R, N, L, X, I (S), U (S), UM (S) , ON (S), Ã (S), PS e DITONGOS

Os encontros vocálicos são divididos em três tipos: DITONGO, TRITONGO e HIATO.
DITONGO: quando duas vogais estão juntas na mesma sílaba.
Ex:
  • PEIXE
  • SAUDADE
  • PAIXÃO

OBS: Paróxitona, é aquela que tendo duas ou mais sílabas, a penúltima sílaba é a mais forte.

Ex: mártir, pólen, móvel, tórax, júri, bônus, álbuns, nêutrons, bíceps.
Terminadas em ditongo: Frequência, mídia, consequência.
Mártir -> Már – tir (paroxítona terminada em R)
Pólen -> Pó – len (paroxítona terminada em N)
vel -> Mó – vel (paroxítona terminada em L)
rax -> Tó – rax (paroxítona terminada em X)
ri -> Jú – ri (paroxítona terminada em I)
nus -> Bô- nus (paroxótona terminada em U(s))
Álbuns -> Ál – buns (paroxítona terminada em UM (s))
utrons ->  Nêu – trons (paroxítona terminada em OM (s))
ceps -> Bí – ceps (paroxítona terminada em PS)
Frequência -> Fre – quên – cia  (paroxítona terminada em HIATO (CIA))
dia -> Mí – dia (paroxítona terminada em HIATO (DIA))
Consequência -> Con – se – quên – cia (paroxítona terminada em HIATO (IA)

- Regra 3:

Acentuam-se todas as proparoxítonas.
Proparoxítona é quando a antepenúltima sílaba é a mais forte.
Ex: Pêndulo, máximo, cálice, página, límpido.

- Regra 4:
Acentuam-se os MONOSSÍLABOS TÔNICOS terminados em A (S), E (S), O (S).
Monossílabo: palavras formadas apenas por uma sílaba.
Ex: Sós, nós, vês, lá, pás, nó, prós.

Nós nos vimos  ! ( Nós -> monossílabo tônico, nos -> monossílabo atônico)
Cu -> Monossílabo tônico e terminado em U então não haverá acento.

- Regra 5:
Acentuam-se DITONGOS ABERTOS ÉI (s), ÓI(S),  ÉU (s), quando na sílaba tônica de uma oxítona.

Ex: carretéis, troféu, papéis, destrói, Ideia.

ATENÇÃO quando esses ditongos abertos estão na sílaba tônica de uma paroxítona, Não recebe acento.
EX: Ideia, apoio , joia , apneia , assembleia , boia.

-Regra 6:

Acentuam-se o I e o U tônicos, formando HIATO, com a vogal anterior, sozinhos na sílaba ou seguidos de S e tão somente de S.

HIATO: quando duas vogais estão juntas na mesma palavra, mas em sílabas diferentes.
Ex:
SA-Ú-DE
PA-RA-Í-BA
SO-AR
OBS: em caso de as vogais fazerem parte da mesma sílaba, trata-se de um ditongo e não de um hiato

Ex: saída, moído, prejuízo, faísca, saúde, baú, caju, caindo, moinho, bainha, egoísta.

Atenção quando seguidos de NH não recebem acento !!!

SAÍDA: Sa- Í – da ( Í formando hiato com a vogal anterior e está sozinha na sílaba)
CAJU:  Ca- ju (U não está formando hiato)
MOINHO: Mo – i – nho (não receberá acento pois o I que é um hiato está acompanhado de NH)


Atenção ! Os hiatos EEM e OO não recebem mais acento e não temos mais o trema.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

6º Constituição Federal (1988)

6º Constituição Federal (1988) criado o SUS
Artigos da Constituição no que se refere á saúde:

Artigo 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos e ao aceso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Artigo 197. São de relevância públicas as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.

Artigo 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes:

I-                    Descentralização, com direção única em cada esfera de governo;
II-                  Atendimento Integral,  com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;
III-                Participação da comunidade.

O sistema único de saúde será financiado , nos termos do art. 195, com  recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,  além de outras fontes. ( Paragrafo único modificado para 1º Emenda constitucional nº 29 de 13/09/00)

Emenda Constitucional nº 29/2000 :  define os percentuais mínimos de aplicação em ações e serviços públicos de saúde e estabelece regras para o período de 2000 e 2004.

O artigo 198 da constituição federal prevê que, no final desse período, a referida emenda seja regulamentada por Lei complementar, que deverá ser reavaliada a cada cinco anos. Na hipótese  da não edição dessa Lei, permanecerão válidos os critérios estabelecidos na própria Emenda constitucional.

A EC 29 representou um importante avanço para diminuir a instabilidade no financiamento que o setor de saúde enfrentou a partir da Constituição de 1988 (com o não cumprimento dos 30% do orçamento da seguridade social)., bem como uma vitória da sociedade na questão da vinculação orçamentária como forma de diminuir essa instabilidade.

Emenda Constitucional nº 29- Valores atribuídos as Esferas de Gestão:
Recursos municipais: 15%
Recursos estaduais 12%
Recursos federais: despesas com base nos recursos utilizados, variação nominal, anual do PIB.

Artigo 199: A assistência a saúde é livre a iniciativa privada.

1º-  A instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.

2º- É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções ás instuições privadas com fins lucrativos.

3º É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência á saúde no País, salvo nos casos previstos em lei.

4º- A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de comercialização

Artigo 200:  Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições nos termos da lei:

I- controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos:

II- executar ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador;

III  Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde;

IV – participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico;

V – Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico;

VI – fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano;

VII – participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;


VIII – colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Medicação Intracanal - MIC (Endodontia)



A função da medicação intracanal é combater microorganismos que resistiram a limpeza dos sistemas de canais radiculares proporcianada pelo PQC, modular a reação inflamatória que ocorre após o preparo do canal radicular, ocupando fisicamente o espaço do canal, pois sabemos que o conduto vazio funciona como um tubo de ensaio para a recontaminação microbiana do mesmo.

A ação dos medicamentos estará condicionada ao veículo utilizado (aquoso, viscoso ou oleoso):
-Aquoso: ação medicamentosa até 10 dias
-Viscoso: ação medicamentosa até 30 dias
-Oleoso: ação medicamentosa até 60 dias.

  • MIC PARA POLPA VIVA
A MIC utilizada para dentes com polpa viva é associado um antiinflamatório corticosteróide com um antimicrobiano.

Antiinfalamatório: Dexametasona.
Antimicrobiano: NDP (paramonoclorofenol + polietilenoglicol 400 (veículo viscoso) + rinossoro.


"Atua no controle da reação inflamatória dos tecidos periapicais e na manutenção e complementação da desinfecção dos canais radiculares, tanto nos casos de polpa viva ou mortificada e nas proteções pulpares direta ou indireta;Constituída de um antiinflamatório e um antimicrobiano solubilizados em veículo viscoso e hidrossolúvel, esta solução deve ser empregada após a pulpectomia, total ou parcial, após o preparo químico cirúrgico finalizado ou não, para prevenir ou combater a ação de possíveis microorganismos ainda persistentes no sistema endodôntico e controlar a resposta inflamatória após a instrumentação do canal radicular." Dados técnicos.
  • MIC PARA POLPA MORTA
Para dentes com polpa morta utiliza-se antimicrobianos com hidróxido de cálcio e paramonoclorofenol.

Casos de Polpa Morta onde o preparo não foi concluído:
-PRP (FOUSP – Paramonoclorofenol 2.0g + Polietileniglicol 400 + Rinossoro qsp – 100ml)
O PRP é utilizado como MIC quando não foi concluído o preparo do canal.
obs: O hipoclorito de sódio 1% (Solução de Milton) também pode ser usado, porém num máximo de 10 dias.

Nos casos onde o preparo do canal, por motivos diversos como tempo, habilidade do profissional etc, não foi concluído, utiliza-se como medicação intracanal, o paramonoclorofenol associado ao polietilenoglicol 400 (veículo viscoso) e ao rinossoro, denominada PRP (FOUSP) encontrando-se, também, disponibilizada comercialmente em tubetes.
"A Solução Endodôntica PRP Fórmula & Ação à base de paraclorofenol atua na desinfecção dos canais radiculares. Constituída de um antimicrobiano solubilizado em veículo viscoso e hidrossolúvel, esta solução deve ser empregada após a penetração desinfetante ou instrumentação parcial do canal radicular quando houver suspeita da presença de microorganismos. " Dados técnicos.

Em casos de Polpa Morta onde o preparo  dos canais foram concluído utiliza-se:
Calen (SS White) ou UltraCal – Ultradent.
obs: Hidróxido de cálcio associado a um veículo aquoso (soro fisiológico) ou associado a um veículo oleoso PMCC (paramonoclorofenolcanforado)

UltraCal - Ultradent
HC associado a um veículo aquoso
"A UltraCal XS é uma pasta de hidróxido de cálcio a 35% numa solução aquosa para ser usada como material temporário nos canais radiculares. O hidróxido de cálcio possui um intenso efeito antibacteriano graças ao seu elevado nível de pH e estimula a formação de dentina secundária. Os resíduos podem ser removidos facilmente do canal com uma solução de ácido cítrico a 20% e a ponta NaviTip FX."
Mais informações clique aqui

Calen
HC associado a um veículo viscoso.
"Calen é uma pasta à base de hidróxido de cálcio radiopaca, indicada para o tratamento dos canais radiculares. Apresenta consistência uniforme e cremosa que lhe permite escoamento até o ápice e impede a rápida reabsorção de cálcio. Hidrossolúvel e pronta para uso clínico imediato, Calen é indicada como curativo de demora entre seções clínicas, como curativo expectante como tampão apical e na prevenção das absorções cervicais. "

Calen
HC associado a um veículo oleoso.
"Pasta de Hidróxido de Cálcio com Paramonoclorofenol Canforado para uso Endodôntico.Calen com PMCC reúne as propriedades da pasta de Hidróxido de Cálcio (Calen) com as do Paramonoclorofenol Canforado. O PMC associado à cânfora melhora os resultados clínicos em função de sua maior difusibilidade, além de atenuar sua ação irritante." 


O hidróxido de cálcio possui  duas atividades principais quando utilizados como mic:
1-      Ação antimicrobiana pela elevação do pH (alcalinização) do meio.
2-      Indução da mineralização tecidual através da ativação enzimática.

Técnica:
1-      Aspiração do canal por meio das cânulas (grossa, média e fina) e cones de papel estéreis.

2-      Sempre aplicar 2 mm aquém do  CRT as medicações tanto NDP como Hidróxido de cálcio, atém preencher todo o canal.

domingo, 29 de setembro de 2013

Prevenção da Endocardite Bacteriana







FONTE: http://www.ibemol.com.br/rotinas/endocardite.htm#clasrisco

Classificação por Risco das Condições Cardíacas Associadas com Endocardite Bacteriana


Categoria de alto risco (Profilaxia recomendada)
Presença de próteses cardíacas
Endocardite bacteriana prévia
Síndromes cardíacas congênitas cianóticas ( tetralogia de Falot, transposição de grandes artérias e outras)
Shunts cirúrgicos
Categoria de risco moderado (Profilaxia recomendada)
Maioria de outras malformações congênitas não citadas acima ou abaixo
Disfunções valvares adquiridas (ex: febre reumática)
Cardiomiopatia hipertrófica
Prolapso de válvula mitral com regurgitação e/ou espessamento
Categoria de baixo risco - (Profilaxia não recomendada - risco igual ao da população)
Malformações isoladas do septo atrial
Correções cirúrgicas de defeitos do septo atrial, septo ventricular ou persistência do ducto arteriovenoso
Correções cirúrgicas com enxertos coronários (bypass - pontes)
Prolapso da válvula mitral sem regurgitação
Sopro fisiológico, funcional ou inocente
Doença de Kawasaki prévia sem disfunção valvar
Febre reumática prévia sem disfunção valvar
Implantes de marcapasso (intravascular ou epicárdico) ou de desfibrilador

Classificação por Indicação de Profilaxia dos Procedimentos Odontológicos
Atos Odontológicos nos quais a Profilaxia da Endocardite é Indicada
Extração dentária
Procedimentos periodontais incluindo cirurgias, raspagem e aplainamento radicular, sondagens e controles
Implantes dentários ou reimplante de dentes avulsionados
Tratamentos endodônticos ou cirurgias periapicais
Colocação de antibióticos subgengivais (todas as formas)
Colocação de bandas ortodônticas (exceto se apenas brackets)
Anestesia injetável intraligamentar (periodontal)
Profilaxia dental ou de implantes quando sangramento é provável
Atos Odontológicos nos quais a Profilaxia da Endocardite não é Indicada
Dentística restauradora com ou sem retração gengival
Anestesia injetável local (não intraligamentar)
Manipulação intracanal após a obturação (núcleos)
Colocação de isolamento absoluto
Remoção de suturas
Instalação de aparelhos protéticos ou ortodônticos removíveis
Moldagens
Aplicação de flúor
Tomadas radiográficas
Ajustes de aparelhos ortodônticos
Extração de dentes decíduos
Esfoliação de dentes decíduos


Regime Profilático para Endocardite Bacteriana em Procedimentos Odontológicos

SituaçãoDrogaPosologia

Profilaxia PadrãoAmoxacilinaAdultos: 2.0 g; crianças: 50 mg/kg - Via oral 1 h antes do procedimento

Inaptos à medicação oralAmpicillinaAdultos: 2.0 g; crianças: 50 mg/kg - Via IM ou IV 30 min antes do procedimento

Alégicos à penicilinaClindamicina ouAdultos: 600 mg; crianças: 20 mg/kg - Via oral 1 h antes do procedimento
Cefalexina† or cefadroxil† ouAdultos: 2.0 g; crianças; 50 mg/kg - Via oral 1 h antes do procedimento
Azitromicina or claritromicinaAdultos: 500 mg; crianças: 15 mg/kg - Via oral 1 h antes do procedimento

Alérgicos à penicilina e inaptos à medicacão oralClindamicina orCefazolina†Adultos: 600 mg; crianças: 20 mg/kg - IV 30 min antes do proced. Adultos: 1.0 g; crianças: 25 mg/kg  - IM or IV 30 min antes do procedimento
IM = intramuscular   IV = intravenoso - A dose infantil não deve ultrapassar a adulta
Cefalosporinas não devem ser usadas em indivíduos com reações de hipersensibilidade imediata à peniclina como urticária, angioedema ou anafilaxia


Cicatrização dos nervos da face (cirurgia oral)




Neuropatologia Facial de Origem Traumática

Lesões nos nervos sensitivos da região maxilofacial ocorrem ocasionalmente, como resultado de fraturas faciais, durante o tratamento cirúrgico (iatrogenia)

A maioria dos nervos danificados recupera-se de forma espontânea.

Os três ramos do nervo trigêmeo que são danificados com maior freqüência, nos quais uma sensação alterada é clinicamente significativa, são (1) nervo alveolar inferior (mentoniano), (2) nervo lingual, (3) nervo infraorbitário.

Causas comuns de lesão ao nervo alveolar inferior.
1. Fraturas mandibulares (corpo)
2. Procedimentos cirúrgicos pré-protéticos.
3. Cirurgias com osteotomia com clivagem sagital.
4. Ressecção mandibular para tratamento de neoplasias orais.
5. Remoção de terceiros molares inferiores.



Classificação.
Intervenções cirúrgicas para reparar nervos danificados possuem mais sucesso caso sejam realizados pouco tempo após ocorrer a lesão.

Classificação e prognóstico dos tipos de lesão que podem ocorrer em um nervo:

1.       Neuropraxia:  é a forma menos grave de lesão do nervo periférico, é a contusão de um nervo no qual a manutenção da continuidade da bainha epineural e dos axônios é mantida.
Trauma contuso ou tração (esticamento),inflamação, e isquemia local podem produzir neuropraxia.
Uma vez que não houve perda da continuidade axonal, recuperação espontânea completa da função nervosa geralmente ocorre em poucos dias ou semanas.

2.       Axonotmese: ocorre quando a continuidade dos axônios, mas não da bainha epineural,  é perdida.
Trauma contuso grave, esmagamento, tração extrema podem produzir essa lesão.
Pelo fato da bainha epineural se manter intacta, a regenaração axonal pode ocorre, com resolução do nervo afetado num período de 2 e 6 meses.

3.       Neurotmese: o tipo mais grave de lesão a um nervo, implica no rompimento da continuidade do nervo.
Pode ocorrer por rupturas causadas por projéteis ou facas durante um assalto, ou por secção iatrogênica.
O prognóstico para recuperação espontânea é reservado, exceto se as terminações do nervo afetado tenham, de alguma forma, sido mantidas em proximidade e propriamente orientadas.



Cicatrização do Nervo

Apresenta duas fases: (1) degeneração e (2) regeneração.

Degeneração: Dois tipos de degeneração podem ocorrer, primeiro é a desmielinização segmentar, na qual a bainha de mielina desaparece em segmentos isolados do nervo.

Essa desmielinização parcial acarreta, a diminuição da velocidade de condução e provavelmente, evita a transmissão de alguns impulsos nervosos.

 Os sintomas incluem:
 -parestesia (sensação alterada espontânea e subjetiva que o paciente não relata como dolorosa)
-disestesia (sensação alterada espontânea e subjetiva na qual o paciente relata desconforto)
-hiperestesia  (sensibilidade excessiva de um nervo a estimulação)
-hipoestesia (sensibilidade diminuída de um nervo à estimulação).

A desmielinização segmentar pode ocorrer após lesões neuropráxicas ou estar associada a distúrbios vasculares ou de tecido conjuntivo.



A degeneração Walleriana é o segundo tipo de degeneração que pode ocorrer após o trauma em ramos nervosos.  Nesse processo os axônios e a bainha de mielina de um nervo distal ao sítio de interrupção do tronco nervoso (fora do sistema nervoso central) sofrem desintegração por completo.
A degeneração Walleriana cessa toda a condução nervosa distal ao coto axonal proximal.  Esse tipo de degeneração ocorre após a seccção de nervos.



A regeneração de um nervo periférico pode iniciar imediatamente após a lesão. Normalmente o coto axonal proximal emite um grupo de novas fibras (cone de crescimento) que cresce em direção ao tubo de células de Schwann remanescentes.

Durante a regeneração, novas bainhas de mielina se formarão a medida que os axônios aumentarem de diâmetro. Conforme os contatos funcionais são estabelecidos, o paciente apresenta sensações alteradas em um área previamente anestesiada, que toma forma de parestesias ou disestesias.

Podem ocorrer problemas durante a regeneração, se a continuidade do tubo das células de Schwann for perturbada, provavelmente o tecido conjuntivo penetrará o tubo enquanto esse estiver parcialmente vago. Quando o cone de crescimento alcança a obstrução feita pelo tecido conjuntivo, este poderá encontrar um caminho ao redor da obstrução e avançar, ou poderá formar uma massa de fibras nervosas sem direcionamento, que constitui um neuroma traumático sujeito a produzir dor quando estimulado.


fonte: Livro: "Cirurgia Oral e Maxilo Facial Contemporânea" James R. Hupp

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Aplicativo, Calculadora de dosagem de tubetes anestésicos.


Calculadora para calcular a dosagem de tubetes anestésicos por peso em adultos saudáveis,  desenvolvido por Jeferson Fernando Guardezi e enviado ao nosso blog, essa calculadora é baseada nos dados do livro  "Terapêutica Medicamentosa em Odontologia" Eduardo Dias de Andrade.

O aplicativo é para o sistema operacional ANDROID segue o link para download abaixo.

Para instruções de instalação do aplicativo acessem o blog do nosso amigo Jeferson, que postou um tutorial de instalação:
Link - 
http://guardezi.blogspot.com.br/2013/09/calculadora-para-dosagem-de-anestesico.html

Obrigado Jeferson vai ser de muita utilidade :D principalmente na hora da prova rs.

Anestésicos locais nas concentrações atualmente disponíveis no Brasil, com suas doses máximas para adultos saudáveis (adaptado de Malamed)

Anestésico Local
Dose máxima (por kg peso corporal)
Número de tubetes (1,8 mL) para adultos com 60kg
Máximo absoluto (independente do peso)
Lidocaina 2%
4,4 mg
7
300mg
Lidcaina 3%
4,4 mg
4 e meio
300 mg
Mepivacaina 2%
4,4 mg
7
300 mg
Mepivacaina 3%
4,4 mg
4 e meio
300mg
Articaína
7 mg
5 e meio
500mg
Prilocaina 3%
6 mg
6 e meio
400mg
Bupivacaina 0,5%
1,3 mg
8 e meio
90mg





sábado, 28 de setembro de 2013

Provinha de Clínica Integrada (Resolução)



1- Paciente jovem com 12 anos de idade, queixa-sede dor provocada ao frio e doce, na região dos molares superiores. Clinicamente, verifica-se no dente 16 a presença de grande quantidade de dentina cariada sem exposição pulpar e com resposta positiva aos testes de sensibilidade. Radiograficamente, a cárie é profunda, próxima à polpa e sem a presença de lesão periapical. Nesse caso deve-se realizar:

A- Biopulpectomia
B- Tratamento expectante
C- Pulpotomia
D- Remoção de todo o tecido cariado e restauração
E- Proteção pulpar direta

obs: Tratamento expectante = tratamento de espera. ex: capeamento indireto com hidróxido de cálcio pasta pasta (Hydcal)

2- Dente com lesão cariosa extensa, dor intensa à mudança de temperatura,  em particular ao quente e persistente, mesmo depois de removido o estímulo. Tal situação sugere diagnóstico de:

A- Pulpite reversível
B- Pulpite hiperplásica
C- Pulpite crônica
D- Pulpite aguda
E- Necrose pulpar

3- Na radiografia periapical do dente 13, observa-se canal radicular não tratado e presença de imagem radiolúcida circunscrita no ápice, sugestiva de granuloma. Clinicamente este dente não responde aos testes de sensibilidade pulpar. A etiologia desta lesão está ligada a fatores que levaram a:

A- Decomposição ou necrose da polpa dental, atuando com baixa intensidade sobre os tecidos periapicais e o tratamento consiste na limpeza e obturação do canal radicular e observação radiográfica periódica.

B- Decomposição ou necrose da polpa dental, atuando com alta intensidade sobre os tecidos periapicais e o tratamento consiste na limpezae obturação do canal radicular e observação radiográfica periódica.

C- Necrose parcial da polpa dental, atuando rápida e intensamente sobre os tecidos periapicais e o tratamento é a cirurgia paraendodontica com apicectomia e obturação retrógrada.

D- Necrosa da polpa dental, atuando lenta e concomitantemente sobre os tecidos periapicais e o tratamento é a extração do orgão dental.

E- Necrose parcial da polpa dental, atuando rápida e intensamente sobre os tecidos periapicais e o tratamento consiste na cirurgia paraendodôntica e obturação do canal.

4- Em casos de exposição pulpar, o capeamento pulpar direto pode ser usado como um procedimento para a recuperação pulpar. Seu sucesso depende:

A- Pequenas exposições acidentais só em molares.
B- Paciente jovem e pouca contaminação da exposição pela saliva.
C- De ser uma exposição pulpar pequena e acidental e dente jovem.
D- Qualquer exposição em dente jovem.
E- As alternativas "a" e "b" estão corretas.

Caso Clínico 2:

Paciente R.J.M 35 anos, leucoderma e na anamnese relatou ser diabético compensado, insulino dependente e realizar hemodiálise 3 vezes por semana. Apresenta dor na região inferior direita com edema na região vestibular dos dentes 45, 46 e 47.

O Exame clínico revelou o seguinte:

-Dente 46 com coroa totalmente destruída com imagem radiográfica de lesão periapical difusa.
-Dente 47 coroa parcialmente destruida com comunicação com a câmara pulpar e massa avermelhada emergindo da cavidade.
-Dente 45 apresenta-se com cárie profunda e teste de vitalidade a frio positivo com declínio relativamente rápido.

Pergunta-se:
a) Faça se necessário a terapêutica medicamentosa para essa paciente.
R:  Antibioticoterapia, fazer Profilaxia Antibiótica o paciente por realizar hemodialise 3x por semana encontra-se imunossuprimido, prescrever Amoxicilina 500 mg, 4 cps (total de 2g) e pedir ao paciente para tomar de 1h a 30 minutos antes do procedimento, e realizar as doses de manutenção de amoxicilina 500mg de 8 em 8 horas por 7 dias.
Analgésicos - Dipirona sódica 500 mg 4 em 4h ou Paracetamol 750 mg de 6 em 6 h.
Anestésico: Lidocaina com adrenalina 1:100.000 nas doses habituais.

b) De o diagnóstico do caso clínico e planejamento.
R:
Urgência no dente 46.
Diagnóstico: Abscesso Fênix.
Tratamento: Endodontico - Penetração desinfetante - drenagem via canal se possível - medicação intracanal com hipoclorito - restauração temporária c/ ionômero de vidro, cotosol etc...

Adequação de meio bucal:
47: Pulpite hiperplásica - Pulpotomia - apicigênese, ou pulpectomia.
45: Dente cariado - escariação - e restauração temporária.
46: Obturação e restauração temporária.

Fase restauradora:
47- Restauração permanente com resina composta ou amalgama.
45- Restauração permanente com resina composta ou amalgama.
46- Coroa metalocerâmica + núcleo fundido (Prótese fixa)

Fase de manutenção:
Aqui será realizado o controle periódico da higiene bucal, reforço da motivação, acompanhamento clínico e radiográfico dos trabalhos executados, reavaliação dos procedimentos reabilitadores, reforço e/ou reaplicação das medidas preventivas responsáveis pela manutenção do estado de saúde bucal e geral do paciente. ($$)