sábado, 6 de outubro de 2012

Classificação do Arco Dentário Parcialmente Desdentado (PPR)


Classificação do Arco Dentário Parcialmente Desdentado.

No arco dentário parcialmente desdentado existem muitas possibilidades de combinação entre dentes presentes e espaços protéticos.

Classificação Ideal
Deve preencher os seguintes requisitos:

a. Permitir visualização imediata do tipo de arco dentário parcialmente desdentado, o número e o tamanho de dentes remanescentes, o tamanho e número de espaços protéticos.

b. Permitir a diferenciação imediata entre as PPRs dentosuportadas e as dentomucossuportadas. Deve permitir avaliação qualitativa de ambos os tecidos de suporte.

c. Ser universalmente aceita na comunicação entre os profissionais e os técnicos da área.

d. Obter bases mecânicas de planejamento.

e. Deve ser simples e de elaboração lógica para que o usuário não dependa de memorização para a sua utilização.

Bases das classificações

As principais bases de classificação são a topográfica e a biomecânica.

A topográfica preocupa-se exclusivamente com a distribuição dos dentes remanescentes e dos espaços desdentados. Permite a identificação do tipo de suporte.

A biomecânica leva em consideração com que os esforços mecânicos serão transmitidos a PPR e recebidos pelas estruturas biológicas.

CLASSIFICAÇÃO TOPOGRAFICA 
Classificação de Kennedy.

Em 1923, Kennedy formulou uma classificação que distribui os arcos dentários parcialmente desdentados em quatro classes fundamentais.

A classificação de Kennedy é a mais utilizada em todo o mundo, tornando-se sinônimo da própria classificação; isto é, quando nos referirmos a uma determinada classificação sem citarmos o autor, estaremos nos referindo a Kennedy.

* Classe I : Desdentado posterior bilateral.
* Classe II: Desdentado posterior unilateral.
* Classe III: Desdentado intercalar.
* Classe IV: Desdentado anterior.

Classe I:





Classe II:


Classe III: 

Classe IV:


Em 1935 Applegate sugeriu algumas regras que viriam a elucidar e facilitar a aplicação da classificação de Kennedy.

Regras de Applegate para Aplicar a classificação de Kennedy.

-As áreas posteriores determinam a classificação.
-As áreas desdentadas adicionais são denominadas modificações ou subclasses.
-A extensão da modificação não é considerada, mas apenas o número de áreas desdentadas.
-A classe IV não apresenta modificação. O que caracteriza a Classe IV é o espaço protético anterior que cruza a linha mediana.
obs: A ausência de 1 único incisivo é classe III, mas a ausência de ambos os incisivos torna-se classe IV.
-Quando o terceiro molar estiver ausente, a área não deve ser levada em consideração, desde que não seja reposto protéticamente.
-Se o terceiro molar for utilizado como suporte, então deve ser considerado.

Obs: Onde existem várias regiões desdentadas a região mais posterior e que
será reabilitado irá determinar a classe do caso clínico.

Com excessão da regiao que determina a classe as demais regiões
serão consideradas modificações..

O que determina o número de modificações é a quantidade
de espaços protéticos existentes e não a quantidade de
dentes ausentes.

Applegate criou modificações para a classe III de Kennedy, criando a classificação Kennedy-Applegate. As classes I, II e IV não foram modificadas.

A classe III passou a ser assim dividida:
a) Espaço protético intercalar unilateral, mas com resolução por prótese bilateral: Classe III.
b) Espaço protético intercalar unilateral, mas sem que o pilar anterior não estivesse apto para ser suporte: Classe V.
c) Espaço protético intercalar unilateral com resolução por PPR unilateral: Classe VI.

Bases da Classificação de Cummer.
A classificação de Cummer é de uso fundamental nos procedimentos de elaboração do plano. Por ter bases biomecânicas considera:

*
O tipo de suporte:
 a Classes I e II são de suporte misto, dental e fibromucoso. Esses tipos de arco podem sofrer, quando em função pequenos movimentos rotacionais em torno do fulcro, que passa sobre os dois principais apoios.
As classes III e IV são exclusivamente dentossuportada, portanto, sem eixo de rotação reais.

*Localização ideal do retentor indireto: os casos de Classe I e II exigem retentores indiretos. A sua localização é determinado traçando-se uma linha perpendicular a linha de fulcro equidistante dos dois dentes de suporte. (Equidistante: que se afastam por igual.)

Classes III e IV como são de regime de trabalho exclusivamente dentário, não necessitam de retentores indiretos. Possuem eixos de rotação virtual.

Classe I ou diagonal: 2 retentores dispostos diagonalmente no arco. (disposto:organizado,  inclinado)
Classe II ou diametral: 2 retentores diretos opostos diametralmente no arco.
Classe III ou unilateral: 2 ou mais retentores diretos colocados no mesmo lado do arco.
Classe IV ou multi ou polilateral: 3 ou 4 retentores diretos em relação triangular ou quadrangular no arco.

Classificação de WILD:
Tem base biomecânica e não considera a distribuição topográfica dos dentes, mas apenas o regime de trabalho da PPR resultar ou não em movimentos de alavanca.
Divide-se em:

Classe I: prótese de alavanca anterior ou posterior.
Classe II: intercalares.
Classe III: mistas. Possuem uma extremidade livre que caracteriza movimento de alavanca e possuem um espaço protético intercalar adicional.

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