terça-feira, 17 de julho de 2018

Artigo 14

ARTIGO 5
A dor pós tratamento endodôntico é uma condição comum que necessita de analgésicos para alívio da dor.  A terapia com laser de baixa intensidade (LLLT) é sugerido como um tratamento não famarcológico e não invasivo para lidar com condições dolorosas. Muhamad Asnaashari 2011 avaliou o efeito do laser de baixa intensidade no alívio da dor pós tratamento endodôntico em primeiros molares permanentes.
Oitenta pacientes com necessidade de tratamento endodôntico foram incluídos nesse estudo.
Todos os pacientes foram selecionados aleatoriamente e divididos em dois grupos ,  grupo laser (LLT), e grupo controle. Todos os canais foram tratados em uma sessão.
Após preparo químico mecânico padrão (Master Apical File: #25 até #40), os dentes foram obturados com a técnica de condensação lateral, logo após foi feito o tratamento com laser de baixa intensidade (Whitening Lase II – Laser DMC, Samsung, Korea), com a ponta posicionada na mucosa e  feixe aplicado em direção ao ápice. A aplicação do laser foi realizada em ambas mucosa lingual e vestibular sempre com feixe em direção ao ápice dental. Tempo de irradiação foi de 80 segundos (dose = 70 j/cm2 para analgesia), com comprimento de onda de 808 nm e potência de 100 mW. Nesse estudo o tratamento com laser obteve redução significativa na dor em 4, 8, 12 e 48 horas após o tratamento endodôntico. 


ARTIGO 3
Kenji Koba 1999 et, al avaliou o efeito do laser ND: YAG no tratamento endodôntico em sessão  única imediatamente após pulpectomia e preparo químico mecânico, com foco na melhoria dos sintomas pós operatórios.
Um total de 38 dentes (22 incisivos, 8 pré-molares, e 8 molares) de 29 pacientes foram incluídos nesse estudo. Todos os dentes estavam quase assintomáticos e sem sensibilidade a percussão. As polpas responderam a estimulação elétrica (Analytic Technology, Redmond, WA). Todos os dentes foram diagnosticados e necessitavam pulpectomia por razões ortodônticas (prosthodontic), ou pulpite irreversível,  sendo assim necessitando intervenção endodôntica.
Os canais foram preparados com limas do tipo K e irrigados com hipoclorito de sódio a 5% e peróxido de hidrogênio a 3 %.
Para o tratamento com laser foi utilizado o d-Lase 300 pulsed Nd:Yag (American Dental, Birmingham, MI).  O feixe do laser foi aplicado através de fibra ótica flexível. Os parâmetros de irradiação foram os seguintes: potência de 1 W e frequência de 15 pps (66 mj por pulso) por 1 segundo. A ponta da fibra ótica foi colocada nas proximidades do ápice e o laser ativado. Para o grupo controle foi realizado o mesmo tratamento sem o uso do laser.
Após irradiação os canais foram obturados com a técnica de condensação lateral e gutta percha e restaurados com resina composta. 
Ocorrência de dor espontânea em cada dente foi registrado no primeiro dia após tratamento,  e avaliados como “sem dor” , “dor leve”, “moderada” ou “severa”. Dor a percussão foi registrada após  1, 2, e 3 semanas após o tratamento e avaliados com escala igual a dor espontânea.
Resultados sugeriram que a taxa de ocorrência “sem dor” foi maior no grupo tratado com laser do que no grupo controle,  mas não houve diferenças significativas nos 2 grupos no que diz respeito a dor a percussão e dor espontânea. Esses resultados sugerem que a aplicação clínica do laser Nd:YAG pode ser vantajoso no tratamento de canal em uma sessão imediatamente após pulpectomia e preparo químico mecânico para a redução de dor pós operatória.


Artigo 13
Maryam 2017 avaliou através de pesquisa molecular microbiológica com método de reação em cadeia de polimerase em tempo real (PCR) , para rápida detecção e quantificação da microbiota endodôntica acompanhada com a terapia fotodinâmica.
Amostras foram coletadas de canais de 50 pacientes com infecções endodônticas primárias e secundárias persistentes, utilizando-se pontas de papeis estéreis, a terapia fotodinâmica foi realizada com associação ao azul de toluidina as amostras foram coletadas antes e após o PAD, então 6 microorganismos alvos foram detectados usando o PCR.
Para o PAD foi utilizado um laser de diodo (Klas-DX82, Konftec, Taiwan) com comprimento de onda de 635nm com potência de no máximo  220mW/cm2 a irradiação foi feita com ponta de 0.75mm de diâmetro durante 60 segundos para ativação do azul de toluidina. O feixe do laser foi colocado dentro do canal com fibra ótica (Konftec, Taiwan) a uma distância de 1mm do comprimento de trabalho.
Em resumo esse estudo determinou que o multiplex PCR permite maior detecção de micrroorganismos com uma amostra menor de material.  Cepas de bactérias anaeróbicas gram-negativas e espeficificamente, P, gingivalis, foram mais prevalentes nas infecções endodônticas após TBO-PAD que foi detectada usando o multiplex real time PCR, quando a quantidade de amostra foi limitada.

Eventualmente, multiplex real-time PCR e uma dosagem ótima de PAD pode ser uma abordagem útil para detecção da microbiota endopatogênica e erradicação de infecções respectivamente.

Artigo 11


Rachel Garcia 2017 avaliou por 6 meses a eficácia clínica e a microbiota de infecções endodônticas primarias com necrose pulpar  com o uso do PDT.
Para esse estudo foram alocados 32 pacientes que foram divididos em 16 para cada grupo, sendo eles  grupo controle onde foi realizado desinfecção química mecânica e medicação intracanal e grupo PDT desinfecção químico mecânica, terapia fotodinâmica e medicação intracanal.
O preparo dos canais foram realizados com o sistema Protaper  (Dentsply/Maillefer) o comprimento de trabalho foi determinado com localizador apical   (Ipex, NSK  Japan) e confirmado com radiografias, no grupo PDT após desinfecção química mecânica e irrigação final, os canais foram preenchido com 1 mL de 5% de tiosulfado de sódio por 1 minuto e 1 mL de soro fisiológico e secados com papel absorvente. Na sequência 0.5 mL de azul de metileno foi injetado dentro dos canais e deixado por 5 minutos para pré-irradiação. Os canais foram irradiados com laser de diodo de baixa potência através de fibra ótica com 3mm de diâmetro (Twin laser, MMOptics, São Carlos, Brazil) . O laser foi aplicado por 5 minutos com comprimento de onda de 660 nm e com potência de 100 mW, depois o canal foi lavado com solução fisiológica para remoção d a solução fotossensível.
Após realizado o tratamento  os pacientes foram acompanhados através de tomadas radiográficas após 3 e 6 meses.
Em 6 meses de acompanhamento conclui-se que o tratamento tanto convencional como em associação ao uso do PDT é efetivo para diminuição da carga bacteriana, mas em associação com o PDT obteve uma melhor recuperação periapical em 6 meses.

Artigo 2
Agnaldo Silva Garcez 2010 associou o uso da terapia fotodinâmica (PDT) com o tratamento endodôntico convencional em pacientes com polpa necrosadas e infectadas com microflora resistente a antibioticoterapia prévia. 
Trinta dentes anteriores de 21 pacientes com lesão periapical que foram tratados anteriormente com antibióticos foram selecionados. Todos os dentes apresentavam sinais e sintomas de periodontite apical, e lesão óssea detectadas por radiografias, e alguns pacientes apresentavam dor a percussão vertical e ou com edema local, todos necessitando reintervenção endodôntica .
Trinta canais anteriores foram retratados seguido de terapia fotodinâmica (PDT). Amostras microbiológicas confirmaram que todos os pacientes possuíam ao menos 1 microorganismo resistente a medicação antibiótica. Uma radiografia periapical foi tirada para cada caso para determinar a lesão apical, morfologia do canal e comprimento.
O retratamento convencional foi realizado com limas K-file (dentsply, Maillefer) e irrigação abundante com hipoclorito de sódio, para a terapia fotodinâmica foi utilizado um fotosensor  conjugado de polietilenimina  (PEI) e clorina (e6)  usados em uma solução de PBS 60 mmol/L.
A laserterapia foi realizada com fibra optica de 200-mM diâmetro acoplado ao laser de diodo (MMOptics, São Paulo, Brazil) comprimento de onda de 660 nm com potência de 40 mW. A fibra foi colocada na porção apical do canal e o laser aplicado com movimentos espirais de apical para cervical para melhor difusão do laser na luz do canal. Após preparo endodôntico , o canal foi irrigado com 0.5 mL de fotosensor que foi deixado por 2 minutos como tempo de incubação. O canal foi então irradiado por 240 segundos  (energia total de, 9.6 J). O canal foi irrigado novamente com 10 mL de solução salina estéril para remoção  do fotosensor.
Amostras microbiológicas foram recolhidas (1) durante o acesso do canal, (2) após terapia endodôntica, e (3) após terapia fotodinâmica (PDT).
Resultados sugeriram que o uso do PDT como adjuvante ao tratamento endodôntico convencional levou a redução significante da carga bacteriana, e é efetivo contra bactérias resistentes a várias drogas.  O PDT ofereceu meios eficientes de destruir bactérias resistentes a várias drogas que permaneceram dentro do sistema de canais radiculares após  tratamento endodôntico convencional.



Artigo 1
Aguinaldo Silva Garcez 2008 analisou o efeito antimicrobiano  da terapia fotodinâmica (PDT) em associação com o tratamento endodôntico em pacientes com polpa necrosada e lesão periapical, para esse estudo foi utilizado um  laser de diodo (MMOptics, São Carlos, SP, Brazil)com fibra ótica, comprimento de onda de 660 nm, potência de 40 mW.  A fibra ótica foi inicialmente colocada na porção apical da raiz, fazendo movimentos espirais  de apical para cervical assegurando que a emissão de luz fosse igual dentro da luz do canal. Esse movimento foi repetido aproximadamente 10 vezes por minuto.
Foram coletadas amostras microbiológicas após acesso do canal, terapia endodôntica e terapia fotodinâmica, foram selecionados 20 pacientes para esse estudo.
Resultados sugerem que o PDT associado ao tratamento endodôntico levou a uma melhora na diminuição da carga bacteriana e pode ser uma abordagem apropriada para o tratamento de infecções orais.


Artigo 14
S.J Bonsor em 2006 fez uma avaliação microbiológica do PAD in-vivo, seu objetivo foi determinar o efeito microbiológico do PAD em conjunto com a desinfecção normal no tratamento de canal, foram selecionados aleatoriamente para esse estudo pacientes apresentando sintomas de pulpite irreversível ou periodontite apical aguda que necessitavam de intervenção endodontica,  2 amostras foram retiradas durante o tratamento endodôntico, e colocadas em culturas anaeróbicas por 5 dias, o crescimento bacteriano foi registrado em  cada amostra para determinar a carga bacteriana, como resultado 30 dos 32 canais foram incluídos nos resultados.

Para aplicação do laser foi utilizado um emissor em haste flexível de diâmetro de uma lima ISO #40 para irradiação dentro do canal, comprimento de onda acima de 15 nm. Após preparo do canal o mesmo foi preenchido com solução fotossensível por 60 segundos para permitir que a solução entre em contato com as bactérias e se difunda entre o biofilme, logo após o emissor foi inserido dentro do canal e foi feita irradiação com laser por 120 segundos. Os resultados demonstraram que o PAD obteve sucesso na eliminação de todas as culturas bacterianas quando a combinação da dose de energia e fotosensor  foram usados corretamente, e quando a luz emitida pelo laser e a solução fotosensitiva conseguiram atingir todas as bactérias.

ARTIGO 15

Em 2005 S. J Bonsor  comparou o efeito da combinação de ácido cítrico 20% e PAD com a combinação de ácido cítrico e HCL 25% e analisou a quantidade de microorganismos na parede da dentina de canais preparados in vivo, para isso foram selecionados 64 casos aleatórios e colocados em 2 grupos, no grupo 1 a primeira amostra de carga bacteriana foi retirada após acesso do canal com lima endodôntica, uma segunda amostra coletada após localização apical e alargamento inicial da embocadura dos canais, após isso o PAD foi realizado, uma amostra final foi coletada após o preparo dos canais utilizando HCL e ácido cítrico.  No segundo grupo a amostra inicial foi coletada como descrito anteriormente, a segunda amostra coletada após preparo convencional dos canais usando 20% de ácido cítrico e HCL como soluções irrigantes, o PAD foi realizado e outra amostra foi coletada; Todas as amostras foram levadas para laboratório de microbiologia e foi feito cultura para bactérias anaeróbicas facultativas. Para esse estudo foi utilizado laser com 100mW de comprimento de onda, potência de 12 Joules e irradiação por 120 segundos e o preparo dos canais com limas Protaper.  No grupo 1 apenas 2 dos 23 canais infectados demonstraram cultura positiva após o preparo dos canais com o PAD em conjunto com HCL e ácido cítrico. No grupo 2  quatro canais dos 23 inicialmente infectados, permaneceram com cultura positiva após tratamento convencional dos canais, após aplicação do laser 3 dos 4 canais estavam livre de bactérias.
Esses resultados indicam que o uso de agentes quelantes para limpeza e ruptura do biofilme associado ao PAD para eliminar bactérias é uma alternativa eficaz em conjunto com o HCL para a limpeza dos canais radiculares






ARTIGO 04
LUANA P. B. LOPES (2018) realizou um estudo clínico, controlado e randomizado para avaliar o efeito da terapia de fotobiomodulação na dor pós operatória do tramento endodôntico, com aplicação do laser índio-gálio-alúminio (AlgaI), para o estudo foram selecionados 60 pacientes do sexo masculino e feminino com idade entre 18 e 60 anos, diagnosticados com pulpite irreversível em molares inferiores, o diagnostico foi confirmado com teste frio (endofrost), os mesmos divididos em 2 grupos de 30, grupo experimental e controle, a aplicação do laser foi feito com comprimento de onda de 808 nm, potência de 0.10W com área de feixe de 0.0283 cm2, foram feito 4 aplicações, 25 segundos cada, 2 pontos por vestibular e 2  pontos por lingual com feixe em direção ao ápice dental.
No grupo controle foi realizado o mesmo protocolo porém sem a irradiação do laser.
A dor pós operatória avaliada 24 h após o procedimento foi quatro vezes maior no grupo controle, resultando em uma diferença significante de dor entre grupos, o que concluiu que a fotobiomodulação em conjunto com o tratamento endodôntico demonstrou diminuição na dor pós operatória.

ARTIGO 06

KAREN G. KARAKOV (2017)   avaliou a eficiência antimicrobiana da terapia fotodinâmica (PDT) no tratamento da periodontite crônica, onde foram examinados 88 canais de 84 pacientes,  todos os pacientes com idade entre 18 e 73 anos e com boas condições de saúde, os canais foram preparados com a técnica crowndown e copiosa irrigação com hipoclorito de sódio a 2.5%, os pacientes foram divididos em 2 grupos iguais; no grupo 1 foi aplicado a solução Helbo Endo Blue até o comprimento de trabalho,  então o emissor foi colocado no canal e o laser ativado por 120 segundos, cada canal foi obturado com a técnica convencional de gutapercha e restaurado.
No grupo 2 após o preparo químico mecânico os canais foram preenchidos temporariamente com hidróxido de cálcio Calasept (Suécia), e reconstruídos temporariamente com ionômero de vidro. Após 2 semanas os materiais de preenchimento temporários foram removido, os canais obturados, e o dente restaurado.
Os resultados antimicrobianos do PDT após o tratamento da periodontite crônica quando comparada com o preparo com hidróxido de cálcio reduziu em 1.5 vezes o número de complicações, aumentando a velocidade do processo de recuperação óssea e permitindo o tratamento em sessão única.

ARTIGO 07

MOHAMMAD ASNAASHARI ET. AL (2017)  avaliou o efeito do laser de baixa intensidade da dor após retratamento endodôntico, para esse estudo foram selecionados 61 pacientes que necessitavam de reintervenção endodontica em dentes posteriores. Após preparo biomecânico, no grupo experimental o laser de baixa intensidade foi aplicado na mucosa vestibular e lingual com o feixe em direção ao ápice do dente. No grupo controle foi utilizado laser placebo para eliminar resultados psicológicos. A irradiação foi feita em dose única com 808 nm de comprimento de onda (Whitening Lase II- Laser DMC, Samsung, Korea) com 100 mW de potência, 600 μm de diâmetro da fibra e área de feixe de 70 J/cm2 por 80 segundos. O grau de dor foi registrado imediatamente após o tratamento e, 4, 8, 12, 24 e 48 horas pós tratamento. O efeito do laser de baixa potência possui efeitos limitados para reduzir a dor associada com retratamentos endodônticos nos primeiros e segundos molares; entretanto, mais estudos são exigidos para avaliar os efeitos de diferentes parâmetros do LLLT.

ARTIGO 08

HAKAN ARSLAN (2017)  avaliou o efeito do laser de baixa potência (LLLT) na dor pós operatória após retratamento endodontico, para esse estudo foram incluídos 36 pacientes que necessitavam de retratamento endodôntico em molares inferiores apresentando lesões periapicais, os pacientes foram divididos em dois grupos de 18.  No grupo laser foi utilizado o laser de diodo [SIROLaser Xtend; Sirona Dental Systems GmbH, Bensheim, Germany]) com comprimento de onda de 15nm, potência de 0.5 W e 10Hz (densidade de potência z 2.86 W/cm2). Para aplicação foi usado fibra ótica de 200-mm, a ponta do laser foi colocada a uma distância de aproximadamente 10mm do tecido; no grupo placebo a ponta do laser foi colocada em local similar ao do grupo experimental porém não foi ativado. Todos os pacientes foram agendados para uma segunda consulta 7 dias depois do tratamento inicial, questionários  foram levados pelos  pacientes para anotar níveis de dor. Na segunda consulta a dor foi avaliada com testes a percussão horizontal e vertical, então os canais foram obturados usando técnica de condensação lateral com cones de guta percha e restaurados com resina composta. Resultados demonstraram que nos primeiros 4 dias houve redução significativa de dor pós operatória no grupo LLLT em comparação ao grupo placebo, entretanto não houve diferenças estatísticas após 5 e 7 dias em ambos os grupos e o número de pacientes que precisaram de analgésicos foram menor no grupo LLLT.

ARTIGO 15

RACHEL GARCIA DE MIRANDO E ANA PAULA VIEIRA COLOMBO (2017) acompanharam por 6 meses a eficácia da terapia fotodinâmica (PDT) na reparação periapical e microbiota de infecções endodonticas primárias. Foram selecionados 32 pacientes que foram alocados em 2 grupos (controle: preparo químico mecânico e medicação intracanal; e grupo PDT: preparo químico mecânico, terapia fotodinâmica e medicação intracanal.) Os preparos foram realizados com o sistema PROTAPER (SybronEndo, Scafati, Italy), canais irrigados com hipoclorito de sódio a 5.25%. 
Após irrigação final o grupo PDT foi lavado com 1 mL 5% de tiosulfato de sódio por 1 minuto e secados com pontas de papéis. Subseqüentemente 0.5 mL de azul de metileno foi aplicado nos canais por 5 minutos. Os canais foram então irradiados com laser de diodo (Twin laser, MMOptics, São Carlos, Brazil) através de fibra ótica,  os canais foram irradiados por 5 minutos com comprimento de onda de 660 nm e potência de 100 mW, medicação intracanal com hidróxido de cálcio foram mantidas entre 7 e 10 dias e depois os canais foram obturados. A terapia endodôntica convencional associada ou não ao PDT levou a diminuição da maioria das espécies bacterianas avaliadas. Ambas terapias resultaram em boa recuperação periapical, porém associado a terapia fotodinâmica houve melhor recuperação periapical  em 6 meses de acompanhamento, em comparação com o tratamento convencional sem o uso do laser.


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Placas Miorrelaxantes

Placas Estabilizadoras ou Miorrelaxantes Lisas:
São geralmente confeccionadas em resina acrílica termopolimerizavel ou em resina acrílica autopolimerizável podendo ser instalada no arco superior ou inferior.

Podem ser de cobertura total ou parcial.
As de cobertura parcial cobrem apenas os dentes posteriores (placa de Gelb ) ou os dentes anteriores (“front “plateau”). A desvantagem dessas placas é que podem levar à extrusão dos dentes que ficam em infra-oclusão.

Segundo Clark 1984, o aparelho comumente usado para impedir a oclusão dos dentes é uma placa estabilizadora de cobertura total de acrílico rígido, ajustada para se obter contatos múltiplos, simultâneos e estáveis com os dentes antagonistas e com uma guia nos dentes anteriores que permite a desoclusão dos dentes posteriores nos movimentos excursivos.

Esse aparelho deve ser ajustado semanalmente para acompanha o reposicionamento da mandíbula em relação cêntrica, o que é conseguido após o relaxamento dos músculos mastigatórios e a estabilização da ATM.

Nos movimentos de lateralidade os caninos devem desocluir os dentes posteriores e no movimento protrusivo os dentes anteriores devem desocluir os posteriores.

Indicações:

O objetivo do tratamento é eliminar a má oclusão que contribui para desordem temporomandibular. Essa placa é indicada para desordens musculares tais como contratura, espamos e miosites.
Pode ser indicada também para pacientes com sinais e sintomas advindos de trauma oclusal (artrite traumática), desordens inflamatórias (capsulites, sinuvites), atividades parafuncionais como bruxismo e apertamento.

Atividades profissinais que induza estresse emocional podem se beneficiar com o uso dessa placa.


Ajustada para se obter:
-
Contatos múltiplos e simultâneos.
 (os dentes antagonistas devem tocar na placa simultaneamente e bilateralmente)
-Estáveis
- Confeccionar guia anterior para protrusão com desoclusão dos posteriores.
- Guia Canina.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Confecção de Núcleos

CONFECÇÃO DO NÚCLEO

Para a confecção do núcleo podem ser empregadas duas técnicas: a direta e a indireta.

Nesse resumo estaremos abordando a técnica direta tanto para dentes unirradiculares quanto para dentes multirradiculares.

Resumo do livro "Prótese Fixa - Luiz Fernando Pegoraro"

Clique na imagem para aumentar de tamanho.

Técnica Direta – Dente Unirradicular:

A) Prepara-se um bastão de resina acrílica que se adapta ao diâmetro e comprimento do conduto preparado e que se estenda 1 cm além da coroa remanescente.




É indispensável que o bastão atinja a porção apical do conduto e que exista espaço entre ele e as paredes axiais, para facilitar a moldagem do conduto com resina Duralay.


B) Lubrifica-se o conduto e porção coronária.

C) Molda-se o conduto, levando-se a resina preparada com sonda, pincel ou seringa Centrix no seu interior e envolvendo o bastão que é introduzido no mesmo, verificando se atingiu toda sua extensão.



O material em excesso é acomodado no bastão para confeccionar a porção coronária do núcleo.



Durante a polimerização da resina, o bastão deve ser removido e novamente introduzido várias vezes no conduto, para evitar que o núcleo fique retido pela resença de retenções deixadas durante o preparo do conduto.



Corta-se o bastão no nível oclusal e faz se o preparo da porção coronária.



A parte coronária do núcleo deve apenas complementar a estrutura dentária perdida, dando-lhe forma e características de um dente preparado.



D) A adaptação do núcleo no interior do conduto deve ser passiva e este procedimento é facilitado empregando-se evidenciadores de contato no núcleo.

E) Previamente a cimentação o conduto deve ser limpo com álcool absoluto ou líquidos próprios para esse fim, e seco completamente.
A cimentação pode ser realizada com cimentos de fosfato de zinco ou ionômero de vidro.




TÉCNICA DIRETA PARA DENTES MULTIRRADICULARES

É possível também confeccionar núcleos em dentes com raízes divergentes pela técnica direta.

Os procedimentos para o preparo dos condutos e confecção dos núcleos seguem os mesmos princípios descritos anteriormente.
Uma maneira para obter núcleos pela técnica direta em dentes com condutos divergentes, é confeccionar inicialmente o pino do canal de maior volume que irá transpassar a porção coronária do núcleo.



Vista oclusal do molar com os condutos já preparados



O conduto palatino é moldado em resina deixando a porção coronal do pino com suas paredes divergentes para oclusal, lisas e ligeiramente ovaladas.



O pino de resina e as paredes da camâra pulpar são isolados e faz-se a moldagem do(s) outro(s) conduto(s). Em seguida faz-se o preenchimento da câmara pulpar com resina para a formação da parte coronária do núcleo.




Após a polimerização da resina, remove-se o pino do conduto palatino e prepara-se a parte coronária do núcleo.






Adaptação do núcleo
Adaptação do pino palatino
Imagem Radiográfica
Núcleo cimentado



quarta-feira, 10 de junho de 2015

Núcleos - restauração com núcleos fundidos, preparo do remanescente, princípios mecânicos.

NÚCLEOS

Os núcleos intra-radiculares ou de preenchimento estão indicados em dentes que apresentam-se com a coroa clínica com certo grau de destruição e que necessitam tratamento com prótese. Deste modo, as características anatômicas da coroa clínica são recuperadas, conferindo ao dente preparado condições biomecânicas para manter a prótese em função por um período de tempo razoável.
As técnicas e os materiais utilizados para reparar a anatomia dentária variam de acordo com o grau de destruição da porção coronária e se o dente apresenta ou não vitalidade pulpar.

Dentes Polpados:

Uma regra básica é que, existindo aproximadamente a metade da estrutura coronária, de preferência envolvendo o terço cervical do dente, pois é essa região responsável pela retenção friccional da coroa, o restante da coroa pode ser restaurada com material de preenchimento, usando meios adicionais de retenção através de pinos rosqueáveis em dentina.




Os materiais que melhor desempenham a função de repor a estrutura dentinária perdida na porção coronária de um dente preparado são as resinas compostas, os ionômeros de vidro, e a combinação de ambos, os chamados compômeros.

Quando após o preparo da estrutura coronária remanescente chegar-se a conclusão que não existe estrutura suficiente para resistir às forças mastigatórias, com o risco de ocorrerem fraturas no material de preenchimento, deve-se realizar o tratamento endodôntico.

Dentes Despolpados:

Restauração com núcleos Fundidos:
Nos casos de grande destruição coronária, indica-se o uso de núcleo metálicos fundidos.

Preparo do Remanescente Coronário:
Remove-se o cimento temporário contido na câmara pulpar até a entrada do conduto. É muito importante que se preserve o máximo de estrutura dental para manter a resistência do dente e aumentar a retenção da prótese.

Após eliminar as retenções da câmara pulpar, as paredes da coroa preparada devem apresentar uma base de sustentação para o núcleo, com espessura mínima de 1 mm.

É nesta base que as forças são dirigidas para a raiz do dente, minimizando as tensões que se formam na interface núcleo metálico/raiz, principalmente na região apical do núcleo.

Quando não existe estrutura coronária suficiente para propiciar essa base de sustentação, as forças que incidem sobre o núcleo são direcionadas no sentido oblíquo, tornando a raiz mais suscetível à fratura.



Nesses casos, deve-se preparar uma caixa no interior da raiz com aproximadamente 2mm de profundidade para criar-se uma base de sustentação para o núcleo e assim direcionar as forças no sentido vertical. 

Essas pequenas caixas não devem enfraquecer a raiz nessa região e, portanto, só podem ser confeccionadas quando a raiz apresentar estrutura suficiente.

Essas caixa quando confeccionadas também irão atuar como elementos anti-rotacionais.


Preparo Do Conduto:

Existem 4 fatores que devem ser analisados para propiciar retenção adequanda ao núcleo intra-radicular:

1: Comprimento;
2: Inclinação das paredes;
3: Diâmetro;
4: Característica superficial.


Comprimento:
Deve ser igual ou maior que a coroa clínica.

Como regra geral, o comprimento do pino intra-radicular deve atingir 2/3 do comprimento total do remanescente dental, embora o meio mais seguro, principalmente naqueles dentes que tenham sofrido perda óssea, é ter o pino no comprimento equivalente à metade do suporte ósseo da raiz envolvida.

O comprimento adequado do pino no interior da raiz proporciona uma distribuição mais uniforme das forças oclusais ao longo da raiz diminuindo a concentração de estresse, e fratura.

O comprimento do pino deve ser analisado com uma radiografia periapical e levar em consideração a quantidade mínima de 4mm de material obturador que deve ser deixada na região apical do conduto radicular para garantir vedamento efetivo nessa região.







Inclinação das paredes do conduto:
Os núcleos intra-radiculares com paredes inclinadas, além de apresentarem menor retenção que os de paredes paralelas também desenvolvem maior concentração de força em suas paredes, podendo gerar efeito de cunha, e consequentemente, desenvolver fratura.

Diâmetro do pino:
Quanto maior o diâmetro do pino, maior será a sua retenção e resistência porém, deve ser considerado também o possível enfraquecimento da raiz remanescente. Em vista disto, têm sido sugerido que o diâmetro do pino deve apresentar 1/3 do diâmetro total da raiz e que a espessura de dentina deve ser maior na face vestibular dos dentes anteriores superiores, devido a incidência de força ser maior neste sentido.



Clinicamente, o diâmetro do pino deve ser determinado comparando-se através de uma radiografia o diâmetro da broca com o do conduto.

Para que o metal utilizado apresente resistência satisfatória, é indispensável que tenha pelo menos 1mm de diâmetro na sua extremidade apical.

Característica superficial do pino intra-radicular:
Para aumentar a retenção de núcleos fundidos que apresentam superfícies lisas, estas podem ser tornadas irregulares ou rugosas antes da cimentação, usando-se brocas ou jato de alumínio.

PREPARO DO CONDUTO:
A remoção do material obturador é feito com brocas de Gates, Peeso ou Largo, de diâmetro apropriado ao do conduto.

Deve-se considerar deixar no mínimo 4 mm de material obturador no ápice do conduto para garantir selamento efetivo na região.

Para dentes multirradiculares: com condutos paralelos, não é necessário que o preparo dos condutos apresente o mesmo comprimento. Somente o de maior diâmetro é levado à sua extensão máxima,  ex: 2/3, e o outro apenas até a metade do comprimento total da raiz-coroa remanescente.

Como os condutos são paralelos, pode-se ter o núcleo com os 2 pinos unidos pela base, que se comportam como dispositivos anti-rotacionais; assim não é necessário o alargamento e ovalamento dos condutos, buscando-se atingir o diâmetro mínimo (1mm) para que a liga metálica mantenha suas características de resistência, evintando assim desgaste desnecessário de dentina.

Dentes como os pré-molares superiores, que podem apresentar divergência das raízes, devem ter seu conduto mais volumoso preparado na extensão convencional (2/3) e o outro preparado parcialmente apenas com o objetivo de conferir estabilidade, funcionando como dispositivo anti-rotacional.

Nos dentes multirradiculares superiores com condutos divergentes e que apresentam remanescente coronário, prepara-se o conduto palatino até 2/3 da sua extensão, e um dos vestibulares até sua metade (o mais volumoso deles) e o outro terá apenas parte de sua embocadura preparada. Esta metade do núcleo se encaixará na porção palatina através de sistemas de encaixes.  

Somente na ausência total do remanescente coronário, deve-se preparar os 3 condutos divergentes. Consequentemente, o núcleo resultante deverá ser confeccionado em 3 partes distintas.

Preparo de núcleo em dente com raizes divergentes.


Os molares inferiores geralmente apresentam sua raiz mesial com condutos paralelos ou ligeiramente divergentes e raramente exigem divisão do núcleo em mais que 2 segmentos, pois podem ser tornados paralelos através do preparo.


Resumo do livro "Prótese Fixa - Luiz Fernando Pegoraro"



terça-feira, 21 de outubro de 2014

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