quarta-feira, 9 de julho de 2014

Recursos Humanos

Recursos Humanos




Equipe de Saúde Bucal
- A ESB tem buscado colocar em prática a promoção de saúde e garantir as exigências presentes na constituição federal (art 196) e na lei orgânica da saúde (nº 8.080/90)

Entende-se como Saúde bucal
“Parte integrante e inseparável da saúde geral do indivíduo e está relacionada diretamente com as condições de saneamento, alimentação, moradia...”

Objetivos da ESB
- Construir prática de melhor qualidade;
- Possibilitar melhor atendimento ao usuário;
- Melhorar as condições de trabalho da equipe;
- Reduzir os riscos de exposição aos agentes de trabalho.

Precarização no trabalho em saúde
- De 95 a 2001 o quadro geral da graduação apresentou um grande aumento do nº de ofertas, desigualdade geográfica desta oferta e privatização dos sistemas de ensino.
- Porém isso não resultou em melhores condições de saúde bucal para a população pois esta mão de obra e serviços em sua maioria são:
* Ineficaz, de alto custo, alta complexidade, baixa cobertura, mercantilista e direcionada as elites, mutiladora e curativa.

Recursos Humanos 

Tipos:
-
CD – TSB – TPD – ASB – ATPD –

Cirurgião Dentista

Nível de formação: Universitário
Requísito: 3º Grau completo
Duração: 4 a 5 anos.
Atribuição: Atenção odontológica integral.

Atualmente:
Adaptação do currículo acadêmico a realidade epidemiológica social e econômica do país.

Características do CD formado:
1- Generalista
2- Humanista
3- Crítico, reflexivo
4- Atua em todos os níveis de atenção a saúde
5- Segue princípios éticos e legais
6- Compreende a realidade local, cultural e econômica.

Competências Gerais do CD:
- ATENÇÃO A SAÚDE:
Desenvolver ações de prevenção, proteção e reabilitação, tanto a nível individual quanto coletivo.
-TOMADA DE DECISÕES:
Uso apropriado, eficácia, custo efetividade da força de trabalho, de medicamentos, de equipamentos, de procedimentos e de práticas.
-COMUNICAÇÃO:
- ADMINISTRAÇÃO E GERENCIAMENTO:
Tanto da força de trabalho, dos recursos físicos e materiais e de informação.
- EDUCAÇÃO PERMANENTE:
Aprender continuamente e proporcionar treinamento/estágios.

Técnico de Saúde Bucal:

Nível de formação: técnico ou de nível médio
Requisito: 2º grau completo (2.200 horas)
Duração do curso: 2 anos.
Atribuição: trabalho na boca com atividades reversíveis.
obs: Supervisão direta para atividades clínicas.

TSB pessoal auxiliar que, sob supervisão direta do CD, executa ações reversíveis, tais como:
1- Participar do treinamento do ASB e de agentes multiplicadores das ações de promoção a saúde;
2- Participar nas ações educativas, atuando na promoção da saúde e na prevenção de doenças;
3- Participar na realização de estudos epidemiológicos, exceto na categoria de examinador;
4- Ensinar técnicas de higiene oral e realizar a prevenção de doenças bucais por meio de aplicação tópica de flúor, conforme orientação do CD;
5- Fazer a remoção do biofilme, de acordo com a indicação técnica do CD;
6- Supervisionar, sob alegação do CD, o trabalho dos ASB;
7- Realizar fotografias e tomadas radiográficas de uso odontológico exclusivamente em consultórios e clínicas;
8- Inserir e distribuir no preparo cavitário materiais odontológicos na restauração dentária direta, vedado o uso de materiais e instrumentais não indicado pelo cirurgião dentista;
9- Proceder limpeza e anti-sepsia de campo antes e após os atos cirúrgicos, inclusive em ambientes hospitalares;
10- Aplicar medidas de biossegurança no armazenamento, manuseio e descarte de produtos e resíduos odontológicos;
11- Realizar isolamento do campo operatório;
12- Exercer todas as competências no âmbito hospitalar, bem como instrumentar o CD em ambientes clínicos e hospitalares.

É vedado ao TSB:
1- Exercer atividade autônoma;
2- Prestar assistência direta ou indireta ao paciente sem supervisão do CD;
3- Realizar tarefas fora de suas atribuições;
4- Fazer propaganda dos seus serviços mesmo em revistas, jornais e folhetos especializados da área odontológica.


ASB – AUXILIAR EM SAÚDE BUCAL

Nível de formação: auxiliar o u nível primário.
Requisito: 1º grau completo
Duração do curso: 600 a 800 horas
Atribuição: apoiar o CD/THD, sem autorização para operar diretamente na cavidade bucal.

Inscrição do ASB:
Definitiva:
após apresentação de certificado de qualificação básica, emitido por estabelecimento de ensino, autorizado pelo MEC.
01/01/2006 : registro e inscrição de ACD após apresentação de certificado e qualificação profissional.

Funções:
1- Organizar e executar ações de higiene bucal;
2- Processar filmes radiográficos;
3- Preparar paciente para atendimento;
4- Auxiliar e instrumentar CD/TSB nas intervenções clínicas, inclusive em ambientes hospitalares;
5- Manipular materiais de uso odontológico;
6- Selecionar moldeiras;
7- Preparar modelos em gesso;
8- Registrar dados e participar da análise das informações relacionadas ao controle administrativo em saúde;
9- Executar limpeza, assepsia, desinfecção e esterelização de instrumental, equipamentos odontológicos e do ambiente de trabalho;
10- Realizar o acolhimento do paciente nos serviços de saúde bucal; e
11- Adotar medidas de biossegurança visando o controle de infecções.

É vedado ao ASB:
1- Exercer atividade autônoma;
2- Prestar atividade direta ou indireta ao paciente sem supervisão do CD ou TSB;
3- Realizar tarefas fora de suas atribuições;
4- Fazer propagandas...

O TSB e o ASB tem como obrigações:
Registro no CFO, Inscrição no CRO, pagamento de anuidade CRO.


TPD – Técnico de Prótese Dentária

Nível de formação: Técnico ou de nível médio
Requisito: 2º grau completo
Duração do curso: 2.200 horas de ensino teórico prático
Atribuição: Sob orientação do CD, executa a confecção mecânica dos trabalhos de prótese.

Atribuições:
1- Executar a parte mecânica dos trabalhos otontológicos
2- Administrar laboratório de prótese odontológico;
3- Ser responsável perante o CRO/CFO, pelo comprimento das disposições legais que regem a profisssão;
4- Ser responsável pelo treinamento de auxiliares e serventes do laboratório de prótese odontológica.

Ao TPD é vedado:
1- Prestar sob qualquer forma assistência direta a clientes;
2- Manter em sua oficina, equipamento e instrumental específico de consultório dentário;
3- Fazer propaganda ao público em geral.


ATPD- Auxiliar de Prótese 

Nível de formação: auxiliar ou de nível primário.
Requisito: 1º grau completo
Duração do curso: mínimo 300 horas
Atribuição: sob orientação do protético, auxiliar na confecção mecânica dos trabalhos de prótese odontológica.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Acidentes e complicações nas anestesias locais

SITUAÇÕES CLÍNICAS CAUSADORAS COM MAIOR FREQUÊNCIA DE ACIDENTES E COMPLICAÇÕES NAS ANESTESIAS LOCAIS




Fratura da agulha: 
Acidente atualmente pouco freqüente, devido a utilização de agulhas descartáveis. É na maioria das vezes, um acidente de pequena gravidade, mas que pode preocupar intensamente o paciente e seus familiares. O profissional não preparado para enfrentar essa situação pode-se descontrolar emocionalmente, fato que se for transferido ao paciente chega a criar um ambiente local de pânico.
Causa:
- excesso de pressão lateral sobre a agulha.
- movimentos bruscos do paciente.

Prevenção:
- Na agulha, o ponto de maior concentração de esforços, é na extremidade do intermediário, por isso deixar sempre, uma pequena porção da agulha não imersa nos tecidos, que no caso de fratura nos permite retirar a porção fraturada da agulha usando uma pinça hemostática ou qualquer outro instrumento de apreensão.
Na ocorrência de fratura de agulha podemos nos defrontar com duas possibilidades: o fragmento da agulha permanece visível, podendo ser retirado; e o fragmento não ser visível, permanecendo imerso nos tecidos.
- Na primeira hipótese, é conveniente não deixar que o paciente perceba o ocorrido.
- Na segunda hipótese, comunicar o fato ao paciente, esclarecendo-o que não existem maiores conseqüências, pois o organismo, defensivamente, envolve a agulha com um tecido fibrótico que a imobiliza no local sem desenvolver nenhum tipo de reação. O acompanhamento radiográfico por tomadas feitas no momento, 48 horas, 7 e 30 dias permite comprovar a imobilidade do fragmento da agulha, tranqüilizando o paciente.
A retirada da agulha fraturada por meio de cirurgia está fadada ao insucesso, pois o espaço anatômico é pequeno, as estruturas e músculos e ligamentos assemelham-se á agulha, o sangramento é abundante sendo todos esses aspectos desfavoráveis. E conveniente ressaltar ainda que as seqüelas dessa cirurgia são traumatizantes, podendo mesmo criar dificuldades permanentes a deglutição do paciente. É um procedimento cirúrgico que somente deve ser desenvolvido por quem tenha conhecimento das dificuldades de sua execução.

Hematoma:
São derramamentos de sangue intersticiais decorrente da ruptura da integridade vascular.
A maior incidência de hematomas ocorre na anestesia do nervo mentual e na anestesia posterior ao túber quando a agulha penetra na fossa pterigóidea e romple o plexo venoso pterigóideo, produzindo um sangramento intenso que determina aumento imediato de volume na pele da região. Mais raramente, pode ocorrer na anestesia pterigomandibular e na anestesia infra-orbital.
Nos primeiros dias, o hematoma apresenta um aspecto arroxeado que vai mudando de cor e assumindo uma coloração amarela, tornando-se menos intensa com o passar dos dias, podendo desaparecer, espontaneamente, entre 7 e 10 dias.

Reações alérgicas:
As verdadeiras reações alérgicas são caracterizadas por sinais e sintomas produzidos por alterações que ocorram em órgãos que foram atingidos por essas reações, chamados órgãos-alvo. Quando esse órgão-alvo é a pele, temos o desencadeamento de urticária. Quando o órgão alvo for o sistema vascular e o sistema respiratório, ocorrerão a hipotensão e o broncoespasmo (dificuldade de respirar). Esses fenômenos são mediados por algumas substâncias autoelaboradas como a histamina, as cininas e a serotonina, liberadas por ação antigênica. O choque anafilático é produzido por ação imunológica e envolve, na maioria das vezes, múltiplos órgãos, produzindo gravíssima alteração sobre a função cardiorrespiratória.

- Prevenção: anamnese cuidadosa e bem direcionada, valorizando-se a existência de episódios anteriores de sensibilidade, de qualquer tipo.

Parestesia regional:
É a perda de sensibilidade de uma região anatômica devido a lesão da estrutura do filete nervoso que promove sua sensibilidade. Essa lesão, é em geral decorrente de traumatismo causado do nervo pelo bisel da agulha quando penetra nos tecidos ou quando sai de seu interior se ele tiver se encurvado por traumatismo em estruturas resistentes. Quando o nervo está situado em tecidos moles, tem maior mobilidade e não é, facilmente, lesado pelo bisel da agulha, o que não ocorre com o filete nervoso que emerge dos forames ósseos.

De acordo com a intensidade podemos ter uma parestesia parcial, quando apenas uma porção do feixe nervoso for lesada, ou parestesia total, quando a ruptura do nervo for total.
Tratamento:
- Quanto ao tratamento das parestesias, temos como único recurso o estímulo a reparação tecidual, fazendo fisioterapia local para favorecer a normalização do processo inflamatório desenvolvido e usando por via oral as vitaminas B1 e B12 que apresentam ação farmacológica também sobre o tecido nervoso.

Paralisia regional:
É a perda da contração muscular após a lesão a um filete nervoso motor.
Raras são as possibilidades de lesão em feixe nervoso motor. Sua maior incidência ocorre por falha técnica na anestesia pterigomandibular, quando a agulha é introduzida com demasiada profundidade e ultrapassa a borda posterior do ramo, podendo lesar algum ramo do nervo facial. A paralisia tem seu curso clinico dependente da amplitude do dano causado no filete nervoso.

DOR:
Dois aspectos tem de ser enfocados: a persistência de sensibilidade regional, depois de efetuada a anestesia, e a dor pós-anestésica, ou seja, aquela que surge depois que o efeito anestésico tenha desaparecido.

Persistência de sensibilidade
É a sensibilidade regional que permanece apesar de os nervos que dão sensibilidade à região estarem anestesiados.


-Causas: áreas sede de inflamação, onde, pela alteração do pH ambiental, a ação do anestésico torna-se fugaz, permanecendo efetiva, enquanto o pH da solução não se altera, fato que pode ocorrer em alguns minutos. Entretanto, a permanência da sensibilidade pode ainda acontecer quando a anestesia é feita a distância da região, bloqueando o nervo longe da região inflamada, fato cujas causas ainda não estão suficientemente esclarecidas.
A persistência de sensibilidade pode ser devido à presença, muito rara, em determinadas regiões, de uma inervação colateral advinda de outra área, como, por ex pode ocorrer com a invervação dos molares e do incisivo central inferiores.

Com relativa freqüência, a persistência de sensibilidade pode advir de influências psicossomáticas em pacientes aos quais não foram tomados os cuidados de um preparo psicológico para receberem a anestesia. Alguns pacientes podem estar em tensão nervosa, aos quais comporta fazer uso de medicação pré-anestésica, com a administração de uma droga tranqüilizante (benzodiazepínicos).

Dor pós-anestésica
É a dor que se manifesta após o desaparecimento do efeito anestésico. As causas principais podem ser:

a)      SOLUÇÃO ANESTÉSICA:
- Anisotermia:
a solução deve estar em temperatura próxima a do corpo humano, sendo necessário, nos países muito frios, aquecer o anestésico para evitar choque térmico.

-Anisotonia: a solução anestésica deve ser isotônica com os tecidos.
Não devem ser utilizadas soluções anestésicas com a sua constituição química alterada ou contaminada, aspectos que podem ser constatados pela perda de sua limpidez e transparência.
b)      INSTRUMENTAL:
Dileceração tecidual provocada por agulha com a ponta romba, causa freqüente de lesão ao nervo ao ser retirada dos tecidos.
c)     TÉCNICA:
-Por injeção rápida da solução anestésica;
-Por injeção da solução anestésica no interior da massa muscular;
-Por injeção subperiostal do anestésico.

TRISMO MANDIBULAR:
Impossibilidade de abertura da boca.

As causas podem ser de origem infecciosa e traumática, sendo que esta pode decorrer da injeção do anestésico no interior de um músculo ou, ainda, de se efetuar vários movimentos da agulha no seu interior, desencadeando resposta inflamatória e a contração muscular.

O trismo pode ocorrer, com maior freqüência, na anestesia pterigomandibular, atingindo o músculo pterigóideo medial, e na anestesia pós-túber, quando comprometer o músculo pterigóideo lateral

INJEÇÃO ENDOVASAL DO ANESTÉSICO:
A injeção do anestésico no interior da luz de um vaso pode ocorrer, com maior freqüência, nas anestesias pterigomandibular e mentual. As complicações podem assumir características de acentuada gravidade, interferindo na saúde geral do paciente.

-Prevenção:  Quando injetamos lentamente a solução anestésica, temos possibilidade de detectar a palidez, o mal-estar, a dispnéia (falta de ar), a sudorese e outros sinais que possam indicar a injeção endovasal ainda quando a quantidade de solução injetada for pequena, permitindo que de imediato se suspenda a anestesia, minimizando, assim, os efeitos colaterais.
Para evitar esse acidente, recomenda-se que se utilize uma seringa com dispositivo para aspiração e que se mantenha visão livre sobre o líquido anestésico, pois, em algumas situações, pode haver refluxo de sangue para o interior do tubo anestésico.

LIPOTIMIA
A lipotimia decorre de uma menor irrigação sanguinea no sistema nervoso central, manifestando-se por palidez da face e dos lábios, sudorese, tontura, diplopia (visão dupla) e relaxamento muscular, podendo evoluir para a perda da consciência.
Prevenção: interpretação da anamnese, desenvolvimento da confiança no profissional, evitando-se que o paciente possa ver a carpule, reclinando-se o encosto da cadeira, pelos cuidados de técnica anestésica, uso de seringa de aspiração, e pela utilização, quando necessário de medicamentos benzodiazepínicos no período pré-anestésico.
Tratamento:  colocar o paciente em posição de Trendelenburg, depois de fazê-lo encostar o queixo nos próprios joelhos, fazendo compressão abdominal dos esplâncnicos e forçando o retorno do sangue na corrente circulatória, restabelecendo a normalidade volêmica.


Para obrigar o paciente a desviar sua própria atenção do quadro clínico, fazemos com que ele inspire lenta e profundamente, o que, também, promove maior oxigenação no sangue.

PRECAUÇÕES PARA REDUZIR ACIDENTES E COMPLICAÇÕES NA ANESTESIA
- A seringa deve ser empunhada como se fosse uma caneta, apreensão que permite conduzir melhor a agulha ao local desejado causando um mínimo de traumatismo aos tecidos moles, devido à possibilidade de desviar os músculos dos tendões musculares.

- O bisel da agulha deve estar sempre voltado para o tecido ósseo. Esse simples cuidado impede que a agulha possa penetrar abaixo do periósteo e efetue uma injeção subperiotal do anestésico, que é bastante dolorosa, pois a solução anestésica à medida que é injetada desinsere o periósteo. Além disso, o anestésico, por estar abaixo do periósteo, tem maior dificuldade de se difundir pelos tecidos moles para chegar até a estrutura nervosa.

- Usar seringa Carpule, dotada de sistema que permita aspiração. Essa é uma precaução importante e bem simples para evitar que a solução anestésica seja injetada no interior de vasos sanguíneos.
- O líquido anestésico deve ser injetado lentamente, possibilitando assim uma injeção indolor, pois os tecidos moles são distendidos e causam dor a medida que a solução é infiltrada. A dor causada por uma injeção rápida em alguns pacientes libera adrenalina autogênica que provoca elevação na pressão arterial e na freqüência cardíaca. O tempo ideal para a injeção de um tubete anestésico que contém 1,8 ml de solução deve ser de 3 minutos. Se houver complicação durante a anestesia local, que na maioria das vezes se desencadeia de imediato se a injeção da solução anestésica for lenta, a quantidade de vasoconstritor injetado também é pequena, causando sinais e sintomas não acentuados mas suficientes para serem percebidos por um profissional atento as reações do paciente, que o leva a suspender a injeção do anestésico e iniciar socorro imediato.

- Diante de qualquer manifestação clínica de um acidente durante a anestesia, é obrigatório interromper a injeção do anestésico. É de boa norma que o anestesista mantenha diálogo com o paciente esclarecendo-o sobre possíveis sensações que poderá sentir e que, além de injetar lentamente a solução, fique atento as duas reações para surpreender um acidente anestésico em suas primeiras manifestações.

- Outra precaução é a de nunca introduzir completamente a agulha, deixando sempre uma parte fora da mucosa esse cuidado decorre do fato de que a maioria das fraturas das agulhas ocorre na porção situada na extremidade do intermediário. Atualmente, esse acidente é menos freqüente, devido ao uso de agulhas descartáveis, que não são submetidas a repetidos processos térmicos de esterilização. Na impossibilidade do uso de agulhas descartáveis, deve-se variar os intermediários, sendo que para agulhas longas ou curtas usam-se, respectivamente, intermediários longos e curtos.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Resumo FLÚOR

FORMAS DE USO DO FLÚOR:
Uso sistêmico:
- Água fluoretada: 60% na redução da cárie.
- No Brasil 0,7 ppm de flúor. (1ppm = 1mg/L)
Uso tópico:
autoaplicação: dentifrícios e enxaguantes.
uso profissional: géis e vernizes.


USO TÓPICO:
*Dentifrícios:
Reduz a cárie ao redor de 24%
Colgade: 1.450 ppm (1.450mg/l)
Sorriso: 1450. PPM
Close-up: 1.450 PPM
obs: Para crianças indicar de 500 a 1.100 PPM

*Enxaguantes:
Vantagens: útil em programAs de saúde pública, supervisionado por pessoal treinado.
Uso diário: 225 ppm de Flúor.
Uso diário semanal: 900 ppm de flúor.
Quantidade de 7 a 10 ml.
Contra-indicado para menores de 6 anos.


APLICAÇÃO TÓPICA PROFISSIONAL
GEL:
Basicamente duas formas são utilizadas:
-NaF a 2% (9.000 ppm de Flúor) com pH neutro.
- FFA: Fluorfosfato Acidulado 1,23% (12.300 ppm de flúor), pH ao redor de 3,5 tem sido o mais utilizado devido a maior concentração e ácido formando mais CaF2.
Exceções para indicar esses materiais é em pacientes que apresentam restaurações estéticas (manchamento das restaurações), nesses casos é indicado com pH neutro.
Vernizes:
São produtos de alta concentração, liberam o flúor mais lentamente que os géis, liberação que dura até 12 horas.

- Verniz neutro de NaF, contendo 2,26% de Flúor, equivalente a 22.600 ppm de flúor. (Duraphat, Fluorniz, Duraflou, Biophat) e outro composto de fluorsilano com pH acidulado com 0,1 % de flúor ou seja 1000 ppm de flúor (Fluorprotector)


CONCENTRAÇÕES:
Água fluoretada: 0,7 ppm
Dentifrícios: 1.000 a 1500 ppm.
Enxaguantes:
NaF 0,05% (0,025% de Flúor) 225 ppm F
NaF 0,2 % 900 PpmF
Gel: NaF a 2% (9.000 ppm)
FFA (12.300 ppm)
Vernizes: NaF 2,26% de flúor (22.600 ppm)
Com pH acidulado (1000ppm)

TOXICIDADE DO FLÚOR:
DPT (Dose provavelmente tóxica)
DPT= 5mg F/kg
DCL (Dose certamente Letal)
DCL = 32 a 63mgF/kg
DST (Dose sguramente Tolerada)
DST= 8 a 16 mgF/kg



quarta-feira, 4 de junho de 2014

Índice Periodontal Comunitário (INTPC, CPITN, CPI, IPC)

Índice Periodontal Comunitário (INTPC, CPITN, CPI, IPC)
IPC: Índice periodontal comunitário.
CPI: Community Periodontal Index
INTPC: Índice de necessidade de tratamento Periodontal comunitário
CPITN: Community Periodontal Index of treatment needs

As 4 siglas possuem o mesmo significado.

O CPITN é preconizado pela OMS e FDI para estudos que têm como objetivo conhecer a situação periodontal coletiva e dimensionar os recursos necessários. 

Permite também avaliar resultados obtidos após o desenvolvimento de ações nesta área, indicando a presença ou ausência de sangramento gengival, cálculo supra ou subgengival e bolsas periodontais (rasas e profundas)

Sonda IPC ou CPI:
Para realizar o exame, utiliza-se uma sonda específica, com esfera de 0,5 mm na ponta e  área anelada em preto situada entre 3,5 e 5,5 mm da ponta.



Sextantes:
A boca é dividida em sextantes definidos pelos dente: 18-14, 13-23, 24-28, 38-34, 33-43 e 44-48. 

A presença de dois ou mais dentes sem indicação de extração é pré-requisito ao exame do sextante. Sem isso, o sextante é cancelado. Havendo um único dente presente, é incluído no sextante adjacente. Pelo menos 6 pontos são examinados por dente, nas superfícies vestibular e lingual, abrangendo as regiões mesial, média e distal. A força na sondagem deve ser inferior a 20 gramas (recomenda-se o seguinte teste prático: colocar a ponta da sonda sob a unha do polegar e pressionar até obter ligeira isquemia)



Dentes-Índices
São os seguintes os dentes-índices para cada sextante (se nenhum deles estiver presente, examinam-se todos os dentes remanescentes do sextante):

Até 19 anos: 16, 11, 26, 36, 31 e 46
20 anos ou mais: 17, 16, 11, 26, 27, 37, 36, 31, 46 e 47.


Quanto aos registros, deve-se considerar que:
A)  Em crianças com menos de 15 anos não são feitos registros de bolsas, uma vez que as alterações de tecidos moles podem estar associadas à erupção e não à presença de alteração periodontal patológica.

B)Embora 10 dentes sejam examinados, apenas 6 anotações são feitas: uma por sextante, relativa a pior situação encontrada.

C)Quando não há no sextante pelo menos dois dentes remanescentes e não indicados para extração, cancelar registrando um “X”

São os seguintes os códigos utilizados no CPITN:
0= sextante hígido
1= sextante com sangramento (observado diretamente ou com espelho, após sondagem).
2= cálculo (qualquer quantidade detectada no exame)
3= bolsa de 4 a 5 mm (margem gengival na área preta da sonda)
4= bolsa de 6 mm ou mais (área preta da sonda não visível)



segunda-feira, 26 de maio de 2014

Jogos de Anatomia

Estou criando essa seção de jogos focado 100% na anatomia da cabeça e do pescoço, as imagens são detalhadíssimas e foram escaneadas do livro "Anatomia cabeça e pescoço - McMinn", com todos os acidentes anatômicos, com o passar do tempo estarei adicionando mais jogos.
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Neurocrânio e Viscerocrânio:
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Vista anterior do crânio:

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Vista lateral do crânio:

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Vista inferior do crânio (Base do crânio):

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Vista inferior do crânio 2:
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Região Infratemporal:
Região Infratemporal
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Mandíbula vista anterior:

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Mandíbula vista medial:

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Mandíbula vista posterior:


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MÚSCULOS:
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Inserções musculares do crânio (vista lateral esquerda)

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Outros:
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terça-feira, 20 de maio de 2014

Anatomia - o crânio (vista medial)

Vista medial do hemicrânio (secção sagital mediana do crânio)
Se a secção for realmente mediana, ver-se-á na cavidade nasal o septo nasal constituído pela lâmina perpendicular do etmóide e pelo vômer. Ao lado do septo nasal (no soalho da cavidade nasal), abre-se superiormente o canal incisivo, cerca de 1 cm atrás da abertura piriforme. Esta vista medial permite ver toda a extensão do canal incisivo.

Se o septo nasal for removido, aparecerá a parede lateral da cavidade nasal, formada pela maxila (processo frontal e face nasal do corpo), lacrimal, lâmina perpendicular do palatino, lâmina medial do processo pterigóide, etmóide com suas conchas nasais média e superior e a concha nasal inferior.

As três conchas e o soalho da cavidade nasal delimitam os três meatos nasais superior, médio e inferior. Próximo à extremidade posterior da concha nasal média fica o forame esfenopalatino que põe em comunicação a cavidade nasal com a fossa pterigopalatina. No meato nasal médio há uma abertura do seio maxilar, coberta pela concha nasal média.

A secção sagital mediana do crânio expõe os seios frontal (atrás da glabela) e esfenóide (atrás das conchas nasais média e superior). O seio maxilar e as células etmoidais somente serão vistos se o osso, que os fecha, for removido.

Os seios paranasais são cavidades pneumáticas escavadas nos ossos (levam o nome de cada osso) que se dispõem em torno da cavidade nasal e se comunicam com ela por meio de pequenas aberturas. No vivente, estas aberturas podem estar ocluídas devido à congestão da membrana mucosa que é comum (contínua) aos seios e à cavidade nasal.

Os seios frontal e esfenoidal são septados sagitalmente, no mais das vezes, de maneira assimétrica, com desvio para um dos lados.

Enquanto o seio frontal se abre anteriormente no meato nasal médio, o seio esfenoidal abre-se posteriormente no meato nasal médio, o seio esfenoidal abre-se posteriormente no meato nasal superior. Entre ambos se situa o seio etmoidal, que na realidade é composto de oito a dez células etmoidais de forma e tamanho variáveis. As células anteriores comunicam-se com o meato nasal médio, e as posteriores, com o meato nasal superior.

O seio maxilar é o maior de todos e o primeiro a se desenvolver. Ao escavar o corpo da maxila, fica conformado entre as paredes anterior (voltada para a face), posterior (para a fossa infratemporal), medial (para a cavidade nasal), superior ou teto (para a órbita) e inferior ou soalho (para o processo alveolar). O soalho fica em um nível abaixo do soalho da cavidade nasal. Ele não é liso; tem septos incompletos que se estendem superiormente a alturas variáveis.  O seio maxilar e o soalho formam bolsas nas quais produtos inflamatórios podem estagnar e também interferir na remoção de raiz dental que, porventura, tenha sido deslocada para dentro do seio.

Nas paredes superior, anterior e posterior do seio maxilar há canais para o trânsito de nervos e vasos. Esses canais ósseos podem tornar-se deiscentes e expor os nervos no interior do seio (cobertos apenas por membrana sinusal no vivente). As infecções sinusais podem afetar os nervos e provocar dor. Aliás, o seio maxilar é o que mais frequentemente se torna sede de infecções, por vários motivos, e dentre eles o odontogênico. A abertura natural do seio maxilar situa-se num nível muito alto para a drenagem natural de pus, de tal forma que esque pode ficar contido (estagnado). Apesar de tudo, de todos os seios paranasais é o mais fácil de irrigar.
Quanto as várias funções atribuídas aos seios paranasais, há uma mais provável. Desde que a temperatura do ar no seu interior seja mais elevado do que a do ar inspirado, os seios paranasais funcionam como insuladores para os olhos e o cérebro. Sua camada de ar é de lenta renovação (16 minutos no seio frontal do cão) e portanto, isolam as estruturas neurais na órbita e fossas anterior e média do crânio, protegendo-as assim do resfriamento e injúria pela passagem nasal de ar frio.
Mas o modo de crescimento desproporcional do esqueleto da face também pode explicar a presença dos seios paranasais. No caso do osso frontal, por exemplo, o crescimento da sua lâmina interna é relativamente lento em relação ao crescimento da lâmina externa. Esse crescimento diferencial causa uma separação de ambas e o aparecimento do espaço (seio frontal). No caso do seio maxilar, existe uma adaptação da maxila a forma arquitetônica do crânio, principalmente a região supra-orbital, que é bastante projetada para a frente. A maxila aumenta e projeta-se para a frente com sua lâmina externa, para ficar a prumo com a fronte, e o seio maxilar passa a ocupar uma área maior (que de qualquer modo não seria preenchida por osso).

O exame do hemicrânio pela vista medial pode ser completado com o reconhecimento de outros detalhes anatômicos já estudados por outros ângulos de observação.






segunda-feira, 19 de maio de 2014

Anatomia - O crânio (vista interior)

Vista interior do crânio (cavidade do crânio)
Ao se remover a calvária seccionada, deve-se examinar suas bordas (substância cortical, díploe, seio frontal) e por dentro.

Ela é côncava e apresenta depressões como os sulcos arteriais (para ramos da artériameníngea média), o sulco do seio sagital superior que acompanha a sutura sagital e, ao lado deste, as fovéolas granulares que abrigam granulações arcnóideas.

A base do crânio é rica em acidentes anatômicos. Habitualmente, é dividida em três fossas, cada qual em um nível diferente da outra.

A fossa anterior, de nível mais superior, aloja o lobo frontal do cérebro. Tem como limites posteriores a asa menor do esfenóide.

O soalho é, em maior parte, formado pelo frontal e na porção mediana sobressai a crista galli, uma extensão superior da lâmina perpendicular do etmóide, e a lâmina cribriforme, que veicula numerosos nervos olfatórios para a cavidade nasal. Mais atrás o canal óptico, na extremidade do sulco pré-quiasmático, leva a órbita o nervo óptivo e a artéria oftálmica.

A fossa média é formada pelo esfenóide e temporal e acomoda o lobo temporal do cérebro. Seu limite posterior é o dorso da sela e a margem superior da parte petrosa.

No centro da fossa média localiza-se a sela turca, limitada anteriormente por um tubérculo e posteriormente pelo dorso da sela. Entre estes limites está escavada a fossa hipofisária, para a hipófise.
A fissura orbital superior situa-se entre as asas menor e maior do esfenóide; através dela quatro nervos penetram na órbita.

Na asa maior do esfenóide vêem-se enfileirados os forames redondo (nervo maxilar), oval (nervo mandibular) e espinhoso (artéria meníngea média). Posteriormente, a face anterior da parte petrosa mostra, próximo ao seu ápice, uma depressão causada pelo gânglio trigêminal – a impressão trigeminal.

A fossa posterior é a de nível mais inferior. Formada pelo temporal e occipital, aloja a ponte, o bulbo e o cerebelo. O que chama mais atenção é o forame magno.  A sua frente, unido-o ao dorso da sela, encontra-se uma depressão rasa denominada clivo e, mais ao lado, o canal do hipoglosso. 

Posteriormente, localiza-se a ampla fossa cerebelar, separada da do lado oposto pela crista occipital interna, que termina na protuberância occipital interna. É nesta saliência o ponto de encontro de sulcos de seios venosos da dura-máter.

Termina aí o sulco do seio sagital superior e se inicia, de cada lado da protuberância, o sulco do seio transverso, que continua lateralmente como sulco do seio sigmóide até o forame jugular.

Na face posterior da parte petrosa destaca-se o poro acústico interno, que contínua para dentro como meato acústico interno e transmite os nervos facial e vestibulococlear.


As fraturas da base do crânio são extremamente perigosas e podem ser acompanhadas de derrame de líquor, com saída pelo nariz ou orelha, de compressão ou lesão de nervos cranianos, de rompimento de vasos com hemorragia. As hemorragias através da orelha podem ser por fraturas da fossa média do crânio, e as nasais, por fraturas da fossa anterior.


fonte: Livro Anatomia da Face Bases Anatomofuncionais para a prática Odontológica "Miguel Carlos Madeira"