Dois ótimos vídeos de anatomia sobre os ossos do crânio.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
Anatomia - O crânio (vista inferior)
VISTA INFERIOR:
Com a mandíbula removida, a parte anterior do crânio por
esse ângulo de observação, é ocupada pelo palato ósseo, que é formado pelo processo palatino da maxila e pela
lâmina horizontal do palatino, de cada lado. Essas quatro peças ósseas são
separadas por suturas, a saber: sutura
palatina mediana e sutura palatina transversa. Em crânios de crianças
encontra-se presente a sutura incisiva, que
separa o osso incisivo da maxila. Anteriormente, a fossa incisiva interrompe a sutura palatina mediana e recebe, de
cada lado, uma abertura do canal
incisivo, o forame incisivo, que
da passagem ao nervo nasopalatino.
A maxila é, depois da
clavícula, o osso de desenvolvimento mais precoce. Durante sua ossificação,
ambos os processos palatinos podem permanecer separados, com uma fissura entre
eles, através da qual a boca se comunica com a cavidade nasal. A fissura
palatina pode combinar-se com uma possível persistência da sutura incisiva, de
um ou de ambos os lados. Essa anomalia dificulta sobremaneira as ações de falar
e deglutir e pode provocar a aspiração de alimento pelo sistema respiratório
até os pulmões.
No ângulo póstero lateral do palato ósseo, ao lado do último
molar, localiza-se o forame palatino
maior, que constitui abertura inferior do canal palatino maior e , portanto, faz
comunicação com a fossa pterigopalatina. Deixa passar o nervo palatino
maior e vasos homônimos.
Atrás do forame palatino maior situam-se geralmente dois forames palatinos menores, dos quais
saem nervos e vasos palatinos menores. O processo palatino é rugoso, ao
contrário da lâmina horizontal, que é lisa; na frente do forame palatino maior,
pequenas proeminências, as espinhas
palatinas, circunscrevem dois ou mais sulcos
palatinos, de direção ântero-posterior.
O centro do palato
ósseo, ao longo da sutura palatina mediana, é frequentemente elevado. Mas às
vezes, forma uma eminência grande, a ponto de ser individualizada com a
denominação de toro palatino. Sua
presença pode dificultar a estabilidade de uma prótese total. Ocorre com alguma
freqüência em certas raças e mais frequentemente em mulheres. Não há evidência
de sua associação com o toro mandibular.
O processo alveolar limita
ântero-lateralmente o palato ósseo. Com os dentes removidos pode-se reconhecer
cada alvéolo separado de seu vizinho
por um septo interalveolar. Os
alvéolos dos dentes bi e trirradiculares, por serem multiloculares, possuem septos inter-radiculares.
Interna e externamente delimitando o processo alveolar, as lâminas ósseas vestibular e lingual completam o alvéolo.
Interna e externamente delimitando o processo alveolar, as lâminas ósseas vestibular e lingual completam o alvéolo.
A borda posterior do palato ósseo é formada por duas linhas
curvas, côncavas posteriormente, que se encontram numa saliência chamada espinha nasal posterior.
Na vista inferior aparece bem o processo pterigóide com sua fossa pterigóidea (entre as lâminas lateral
e medial do processo pterigóideo), local de origem do músculo pterigóideo
medial. O músculo pterigóideo lateral se fixa na face lateral da lâmina
lateral. Acima da fossa pterigóidea, uma outra menor, a fossa escafóide, da fixação ao músculo tensor do véu palatino.
Entre as lâminas mediais, e parcialmente coberto por
extensões destas e pelas asas do vômer, está
o corpo do esfenóide. À sua frente, a porção posterior da
cavidade nasal pode ser vista através das coanas.
O corpo do esfenóide se solda com a parte
basilar do occipital. Até os 16 ou 17 anos de idade, esta união tem a
interposição de cartilagem e se denomina sincondrose esfeno-occipital, um
importante centro de crescimento da base do crânio no sentido ântero-posterior.
Lateralmente a parte basilar do occipital, a parte petrosa do temporal se avizinha do esfenóide e do occipital,
e delimita o forame lacerado, que no
vivente é preenchido por cartilagem. Posteriormente, o amplo forame magno permite que o tronco
encefálico, proveniente da cavidade do crânio, continue com a medula espinal no
canal vertebral.
Ao lado do forame magno, o côndilo occipital oculta uma
escavação horizontal transversal, o canal
do hipoglosso, que transmite o nervo hipoglosso. Atrás do côndilo, o
inconstante canal condilar de
disposição ântero-posterior é passagem de uma veia emissária.
Voltamos agora para a superfície mais lateral da norma
basilar, nota-se o conjunto
maxilo-zigomático-temporal-esfenóide que circunscreve as fossas temporal e
infratemporal.
Aqui, a face articular superior da articulação
temporomandibular, pertencente à parte escamosa do temporal, pode ser bem
examinada. A eminência articular é
um relevo transversal, com suas extremidades elevadas. Seu limite anterior é
indistinto; sua vertente posterior inclina-se em direção a uma escavação de
profundidade variável, elíptica com o maior eixo transversal, a fossa mandibular. O fundo da fossa
mandibular é feito de uma lâmina óssea muito delgada. Na sua porção
lateral, a margem lateral da fossa tem uma proeminência de perfil triangular
mais ou menos desenvolvida, que é o processo
retroarticular. Atrás dele localiza-se a parte timpânica do temporal, separada da fossa mandibular e do próprio
processo retroarticular pela fissura
timpanoescamosa, que se relaciona com o nervo corda do tímpano. Ainda que o
processo retroarticular seja limitado à metade lateral da fossa mandibular
qualquer deslocamento exagerado da mandíbula para trás não provocará impacto
contra a parte timpânica, mas sim contra o processo retroarticular.
Na face inferior da parte petrosa se inicia o canal carótico, um túnel através do qual a artéria carótida interna viaja para
dentro da cavidade do crânio.
Por estar em relação
imediata com as orelhas média e interna, os batimentos da artéria contra o osso
que a separa das orelhas podem ser ouvidos em momentos de excitação ou de
grande esforço físico.
Mais atrás, a fossa
jugular delimita com a incisura
jugular do occipital o forame
jugular, importante passagem para a veia jugular interna e os nervos
glossofaríngeo, vago e acessório. Lateralmente ao forame jugular aparecem os
processos estilóide e mastóide, e entre ambos, o forame estilomastóideo, saída do nervo facial.
fonte: Livro Anatomia da Face Bases Anatomofuncionais para a prática Odontológica "Miguel Carlos Madeira"
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Anatomia - O crânio (vista posterior)
CRÂNIO - VISTA
SUPERIOR
Glossário:
*sutura: a linha de união entre dois ossos do crânio. É um tipo de articulação fibrosa. *incisura: depressão em forma de incisão, corte ou entalhe. *espinhas: pequeno processo pontiagudo. *forame: buraco, orifício em um osso ou em uma estrutura membranosa. *fossa: uma depressão larga, arredondada. *fóvea: uma pequena fossa rasa. *linha: elevação linear menos saliente que uma crista. *crista: aresta linear mais saliente que uma linha. *língula: diminutivo de língua. *sulco: um canal sem teto. Uma depressão linear, uma ranhura. *tuberosidade: uma elevação maior e mais larga que um tubérculo. *tubérculo: um pequeno túber, um pequeno processo globoso. *túber: uma elevação larga, grande, maior que uma tuberosidade. |
Os ossos que tomam parte na formação da parte posterior do
crânio são os dois parietais, o occipital e a área mastóidea dos temporais. Por
este aspecto, pode-se ver também a mandíbula.
Alguns acidentes anatômicos visíveis na vista posterior já
foram descrito nas vistas superior e lateral. Entretanto, alguns deles podem
ser mais bem observados por essa vista. É o caso da sutura lambdóidea, que não raro mostra no seu trajeto um ou mais
ossos suturais. A protuberância occipital externa e as linhas nucais olhadas
por trás dão uma idéia mais completa da sua forma. O desenvolvimento dessas
elevações depende do desenvolvimento da musculatura nucal. O processo mastóideo
visto por trás mostra sua delimitação medial bem caracterizada pela incisura mastóidea, onde se prende o
ventre posterior do músculo digástrico.
A mandíbula, por esse ângulo de observação, exibe sua face
interna. No corpo há uma saliência dupla, irregular, mediana, as espinhas mentonianas, onde se prendem
os músculos genioglosso e gênio-hióideo. Acima das espinhas mentonianas
localiza-se o forame lingual ou retromentoniano superior que, quando
presente, é atravessado por um ramo da artéria sublingual. Mais abaixo, na base
da mandíbula e também no plano mediano, outra abertura incostante – o forame retromentoniano inferior - dá passagem a um ramo do nervo milo-hióideo em
50% dos casos. A fossa digástrica, uma
depressão paramediana na base da mandíbula, dá inserção ao ventre anterior do
músculo digástrico.
Ao lado das espinhas mentonianas surge uma saliência que à
medida que se dirige obliquamente para trás e para cima vai tornando-se mais
elevada e termina depois do alvéolo do último molar – é a linha milo-hióidea, onde toma origem o
músculo milo-hióideo. A linha milo-hióidea separa duas fossas rasas mal
demarcadas: uma súpero-medial, a fóvea
sublingual, e outra ínfero-lateral, a fóvea
submandibular, assim chamadas por alojarem as glândulas sublingual e
submandibular.
Nessa área, nas
proximidades dos premolares e molares, pode manifestar-se uma protuberância de
caráter hereditário, o toro mandibular, que tende a ser bilateralmente
simétrico.
No centro do ramo da mandíbula há um amplo orifício, o forame da mandíbula, que continua
interiormente com o canal da mandíbula.
Ambos dão passagem ao nervo, artéria e veia alveolar inferior. O forame da
mandíbula é limitado anteriormente pela língula
da mandíbula, local em que se insere o ligamento
esfenomandibular. Uma estreita escavação se inicia no contorno inferior do
forame da mandíbula e se estende obliquamente para baixo e para diante, com o
nome de sulco milo-hióideo. Aí se
alojam o início do nervo e vasos milo-hióideos. Abaixo e atrás do sulco
milo-hióideo, já na área do ângulo da mandíbula, econtra-se o campo de inserção
do múculo pterigóideo medial, caracterizado por um conjunto de asperezas
denominado tuberosidade pterigóidea. Separando-se
a mandíbula do crânio, pode-se examinar melhor a face medial do ramo. O processo coronóide é menos liso do que
na face lateral; de seu ápice, alonga-se em direção inferior a crista temporal, que termina no trígono retromolar, uma área triangular
logo atrás do último molar. Na crista temporal e em toda a face medial do
processo coronóide inserem-se o músculo temporal; em algumas pessoas prolonga a
inserção até o trígono retromolar. O processo
condilar mostra o colo bem
evidente e, na sua porção anterior, uma fossa rasa, a fóvea pterigóidea, para a inserção do músculo pterigóideo
lateral. Do pólo medial da cabeça
(côndilo) da mandíbula parte para baixo e para a frente uma condensação linear,
a crista medial do colo.
A porção superior da cabeça da mandíbula corresponde à face
articular inferior da articulação temporomandibular. É uma superfície de contorno
elipsóide e em forma de tenda, com uma vertente anterior e outra posterior. Na
oclusão dos dentes, a vertente anterior choca-se contra a vertente posterior da
eminência articular temporal. As alterações de forma e contorno da cabeça da
mandíbula são freqüentes, principalmente em indivíduos desdentados idosos.
fonte: Livro Anatomia da Face Bases Anatomofuncionais para a prática Odontológica "Miguel Carlos Madeira"
fonte: Livro Anatomia da Face Bases Anatomofuncionais para a prática Odontológica "Miguel Carlos Madeira"
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Anatomia - O crânio (vista lateral)
Vista lateral do
crânio (normal lateral)
Alguns acidentes anatômicos já observados nas vistas
anterior e superior do crânio podem ser identificados, agora por outro ângulo.
A linha temporal, na vista lateral, pode ser examinada por
inteiro; é uma linha arqueada que se inicia no frontal, avança pelo parietal e
encurva-se mais para alcançar a parte
escamosa do temporal e continuar com a crista
supramastóidea. Ela presta inserção a fáscia temporal e as fibras mais
superiores e posteriores do músculo temporal. Circunscreve a fossa temporal, na qual se distingue a sutura escamosa, entre a escama do
temporal e o parietal. A fossa temporal é mais profunda ântero-inferiormente
local onde o músculo temporal que a preenche é mais volumosa.
Sutura escamosa
Crista supramastóidea
A área da fossa temporal é a mais delgada e mais fraca do neurocrânio; a artéria meníngea média passa em suas imediações (por dentro) e casos de fratura associados com injúria desse vaso são comuns.
Da parte escamosa projeta-se anteriormente o proceso zigomático, que se une ao
processo temporal do zigomático para constituir o arco zigomático. Corresponde a uma ponte entre o neurocrânio e o
viscerocrânio, achatada médio-lateralmente e , portanto, com uma borda superior
onde se prende a fáscia temporal, e uma borda inferior de onde se origina o
músculo masseter. O arco zigomático separa a fossa temporal da fossa infratemporal.
O arco zigomático e o
osso zigomático frequentemente sofrem fraturas em acidentes. As disjunções
(afundamento) do zigomático, ao nível de suas três suturas com os ossos
frontal, maxila e temporal, são uma forma comum de lesão desse osso. Quando a
fratura compromete o soalho da órbita, o bulbo ocular cai para um nível mais
baixa, com conseqüente diplopia.
O ramo da mandíbula assemelha-se a um retângulo. Suas bordas
posterior e inferior se encontram no ângulo da mandíbula, onde se distingue a tuberosidade massetérica. A borda
superior é uma curva, conhecida como incisura
da mandíbula, disposta entre o processo
coronóide, em cujas bordas e face medial se insere o músculo temporal, e o processo condilar composto de um
estreitamento chamado colo da mandíbula
e uma saliência robusta, a cabeça
(côndilo) da mandíbula. Esta se
relaciona com o temporal na fossa
mandibular, tendo á frente a eminência
articular e atrás o processo retro
articular.
Mais atrás há uma ampla abertura de contorno circular, o poro acústico externo, delimitado quase
que totalmente pela parte timpânica
do temporal. Dá acesso ao meato acústico
externo, amplo canal que se insinua pela parte petrosa do temporal. Durante a vida, ele é fechado na sua
extremidade medial pela membrana do tímpano, que o separa da cavidade
timpânica.
Entre a parte timpânica e o osso occipital encontra-se uma
saliência rugosa e robusta que se projeta em direção inferior e anterior, o processo mastóide. Dele se origina os
músculos esternocleidomastóideo, esplênio da cabeça e longo da cabeça. Seu
interior é oco, com células mastóideas
que se comunicam com a orelha média. Na base do processo mastóide, próximo a sutura occipitomastóidea, observa-se o forame mastóide, para uma veia
emissária.
Abaixo da parte timpânica vê-se o processo estilóide, uma projeção ântero-inferior em forma de
estilete, que dá origem ao músculo estilo-hióide, estilo-faríngeo e
estiloglosso e ao ligamento estilo-hióide.
O processo estilóide,
que normalmente mede de 2 a 3 cm, pode apresentar-se alongado (até 8cm) e o
ligamento estilo-hióide pode ossificar-se parcial ou totalmente. Em ambas as
condições, o paciente se vê acometido, em maior ou menor grau, por dores,
disfagia, disfonia, movimentação limitada do pescoço, sensação de corpo
estranho alojado na garganta e outros sintomas que caracterizam a síndrome
estilo-hióidea (de Eagle).
Ainda no contorno da base do crânio se avista uma saliência
romba – o côndilo occipital – que
faz a articulação do crânio com o atlas, a primeira vértebra cervical. Boa
parte da escama occipital é vista
pela norma lateral; nela, pode-se identificar a protuberância occipital externa (de perfil) e as linhas nucais superior e inferior, que
dão origem anatômica aos músculos trapézio, semi-espinal da cabeça, obliquo
superior, reto posterior maior e reto posterior menor da cabeça.
Separando-se a mandíbula do crânio pode-se ver a fossa
infratemporal aberta posteriormente e com seu limite ântero-medial formado pela
lâmina lateral do processo pterigóide e
tuberosidade da maxila. Nesta área
nota-se o perfil do hámulo pterigóideo, que
é uma extensão da lâmina medial do
processo pterigóideo e se relaciona com o músculo tensor do véu palatino e o
ligamento pterigomandibular. A tuberosidade faz parte do corpo da maxila e limita-se no alto com a fissura orbital inferior
e na frente com a crista zigomático-alveolar. Ela é perfurada por dois ou três forames alveolares que se continuam
como canais alveolares e contêm os
nervos e vasos alveolares superiores posteriores.
Nas extrações do
terceiro molar superior, a tuberosidade da maxila e, particularmente, sua
extensão inferior em forma de tubérculo logo atrás desse dente ficam ameaçadas
de fratura. A ameaça é maior quando a tuberosidade é tornada oca por aumento do
seio maxilar ou quando são usados extratores exercendo pressão distal. As
fraturas comprometem extensões ósseas variáveis e podem provocar uma
comunicação bucossinusal. A complicação é maior ainda quando o hámulo pterigóideo é envolvido na
fratura ou quando é fraturado isoladamente. Nesse caso, o músculo tensor do véu
palatino fica sem suporte e o palato mole perde poder de enrijecimento no lado
correspondente. Essa “queda” do palato pode leva á disfonia e a disfagia (e a
uma ação judicial).
Na profundeza da fossa infratemporal, há uma fenda vertical
– a fissura pterigomaxilar – que dá
acesso a fossa pterigopalatina formada
pela lâmina perpendicular do
palatino e processo pterigóide. A artéria maxilar, depois de transitar pela
fossa infratemporal, invade a fossa pterigopalatina. O nervo maxilar cruza o
alto da fossa e seu ramo, nervo palatino maior, percorre toda ela para atingir
o palato ósseo pelo forame palatino maior. No fundo da fossa pterigopalatina, o
forame esfenopalatino a põe em
comunicação com a cavidade nasal.
fonte: Livro Anatomia da Face Bases Anatomofuncionais para a prática Odontológica "Miguel Carlos Madeira"
terça-feira, 6 de maio de 2014
Anatomia - O Crânio (vista anterior e superior)
O crânio em geral:
Constitui o esqueleto da cabeça e pode ser dividido em viscerocrânio* e neurocrânio.
Viscerocrânio: Corresponde à face e nele estão situados os órgãos dos sentidos e o início dos sistemas digestório e respiratório.
É formado por 14 ossos irregulares unidos entre si por articulações fibrosas (suturas), com exceção da mandíbula que é móvel e se liga ao crânio por uma articulação sinovial (de amplos movimentos). Além da mandíbula os demais ossos do viscerocrânio são: duas maxilas, dois zigomáticos, dois palatinos, dois nasais, duas conchas nasais inferiores, dois lacrimais e um vômer. Todos esses ossos se articulam com as maxilas, que vêm a constituir assim a porção mais central e importante do esqueleto facial.
Constitui o esqueleto da cabeça e pode ser dividido em viscerocrânio* e neurocrânio.
Glossário:
-Suturas:linha de união entre dois ossos do crânio.
-Protuberância: proeminência óssea em ponta, maior que um tubérculo.
-Tubérculo: um pequeno túber, um pequeno processo globoso.
-Túber: Uma elevação larga, grande, maior que a tuberosidade.
-Tuberosidade: Uma elevação maior e mais larga que um tubérculo.
-Arco: Uma ponte óssea ou uma estrutura arqueada. Arco dental: fileira de dentes em forma de arco, implantada nos maxilares.
-Margem: Borda
-Incisura: Depressão em forma de incisão, corte ou entalhe.
-Ádito: entrada de uma cavidade.
-Processo: Uma projeção ou extensão óssea, geralmente para inserção muscular ou para conexão com outro osso. Processo também significa o progresso ou avanço de uma doença (processo patológico, processo inflamatório).
Ex: O processo pterigóideo do osso esfenóide é uma projeção óssea para a origem dos músculos pterigóideo medial e lateral. O processo frontal do oso nasal é uma projeção ossea que se lança em direção ao osso frontal.
-Crista: aresta linear mais saliente que uma linha
-Linha: Elevação linear menos saliente que uma linha
Canal: Um forame com comprimento. Conduto que possui um orifício de entrada e outro de saida.
-Canalículo: Canal muito pequeno.
-fissura: Uma fenda ou goteira. Falta de fusão (normal ou anormal), linear, entre duas partes de tecido duro ou mole.
-Septo: Lâmina óssea, cartilagínea ou membranosa que divide cavidades ou tecidos.
-Fossa: Uma depressão larga arredondada.
-Fóvea: Uma pequena fossa rasa.
|
Viscerocrânio: Corresponde à face e nele estão situados os órgãos dos sentidos e o início dos sistemas digestório e respiratório.
É formado por 14 ossos irregulares unidos entre si por articulações fibrosas (suturas), com exceção da mandíbula que é móvel e se liga ao crânio por uma articulação sinovial (de amplos movimentos). Além da mandíbula os demais ossos do viscerocrânio são: duas maxilas, dois zigomáticos, dois palatinos, dois nasais, duas conchas nasais inferiores, dois lacrimais e um vômer. Todos esses ossos se articulam com as maxilas, que vêm a constituir assim a porção mais central e importante do esqueleto facial.
Neurocrânio: é
formado por oito ossos planos e irregulares
rigidamente unidos entre si por meio de suturas.
São eles: dois temporais, dois parietais, um frontal, um occipital, um
esfenóide e um etmóide.
Arranjam-se de tal forma a constituir uma grande cavidade- cavidade do crânio – na qual se aloja o encéfalo.
A parte mais alta do neurocrânio é conhecida como calvária (calota craniana) e pode ser obtida seccionando-se o crânio transversalmente, tendo como referências a glabela e a protuberância occipital externa.
Arranjam-se de tal forma a constituir uma grande cavidade- cavidade do crânio – na qual se aloja o encéfalo.
A parte mais alta do neurocrânio é conhecida como calvária (calota craniana) e pode ser obtida seccionando-se o crânio transversalmente, tendo como referências a glabela e a protuberância occipital externa.
Os ossos que compõem a calvária consistem de duas lâminas de substância compacta – lâminas externa e interna - entre elas existe uma camada de substância esponjosa, que no crânio é conhecida por díploe. A lâmina interna, por ser muito mais frágil que a externa, fratura-se extensamente nos traumatismos, e isto pode provocar rupturas de artérias que se situam entre ela e a dura-máter.
A remoção da calvária expõe a
cavidade do crânio e deixa ver a base do
crânio em seu interior.
Vista superior interna.
Obs: Removendo-se a calvaria em um corte axial tendo como referência a glabela e a protuberância occipital externa, teremos essa visão interna.
Ela também pode ser vista por
fora, unida ao viscerocrânio e parcialmente encoberta por ele. A base do crânio
coincide com um plano inclinado que secciona o crânio na altura dos pontos
craniométricos násio e básio.
Traçado do ponto Básio ao ponto Násio.
Ela é formada por ossos irregulares e caracterizada pela presença de vários forames e canais, por onde trajetam nervos e vasos, os quais podem ser lesados nos traumatismos cranianos, principalmente naqueles acometidos de fraturas.
Traçado do ponto Básio ao ponto Násio.
Ela é formada por ossos irregulares e caracterizada pela presença de vários forames e canais, por onde trajetam nervos e vasos, os quais podem ser lesados nos traumatismos cranianos, principalmente naqueles acometidos de fraturas.
VISTA ANTERIOR DO
CRÂNIO :
Pela vista anterior, o terço superior do crânio é caracterizado pelo osso frontal, do qual se distingue sua parte mais extensa, lisa e convexa, a escama frontal, que se estende desde o vértice do crânio até as órbitas e os ossos nasais. Sua superfície mostra uma convexidade mais pronunciada acima de cada órbita, o túber frontal.
Entre o túber frontal e a órbita há uma elevação linear,
romba, curva, o arco superciliar. Encontram-se ambos os arcos superciliares
numa área mediana em relevo, a glabela.
A aguda margem
supra-orbital é interrompida entre seus terços intermédio e medial pela incisura supra-orbital, por vezes
transformada em forame.
Entre as órbitas, o osso frontal conecta-se com os ossos
nasal (pela sutura frontonasal) e
maxila (sutura frontomaxilar).
No ângulo do adito da
órbita (entrada), formado pelas margens supra-orbital e lateral, o osso
frontal apresenta uma projeção forte e saliente, o processo zigomático, que leva este nome por unir-se ao osso
zigomático por meio da sutura frontozigomática (o processo do zigomático que se
liga ao frontal se chama processo
frontal).
Sutura Frontonasal
Sutura Frontomaxilar
Sutura Frontozigomático
Sutura Frontomaxilar
Sutura Frontozigomático
A margem póstero-lateral do processo zigomático inicia-se
como uma crista aguda e, a medida que se prolongo para cima e para trás, mais
tornando-se menos saliente e se transforma na linha temporal, que alcança o osso parietal.
Além do frontal, os ossos que completam o adito da órbita são o zigomático e a maxila.
Além do frontal, os ossos que completam o adito da órbita são o zigomático e a maxila.
O primeiro faz contorno látero-inferior, e a maxila, o
contorno médio-inferior. Entre ambos, a sutura zigomático-maxilar é bem
distinta na margem infra-orbital. Essa sutura, preenchida por tecido fibroso,
pode ser distinguida nas pessoas como um ressalto que pode ser palpado sob a
delgada cútis dessa área. Uns 7 ou 8 mm abaixo, perpendicularmente, acha-se o forame infra-orbital.
A órbita, larga no adito, vai aguçando-se no fundo devido a
disposição convergente de suas paredes. A parede superior (teto) é formada, na
sua maior extensão, pela parte orbital do
frontal, que exibe uma depressão na porção lateral, a fossa da glândula lacrimal. A parede lateral é composta pela asa maior do esfenóide e porções dos
ossos zigomático e frontal. A parede medial é formada pela lâmina orbital do etmóide,lacrimal e porções da maxila e esfenóide.
A parede inferior (soalho) é formada pelo zigomático e face orbital da maxila, a qual é escavada pelo sulco e canal infra-orbital,
com início na fissura orbital
inferior. Tanto esta quanto a fissura
orbital superior são fendas alargadas que separam as paredes superior,
lateral e inferior e convergem para o fundo da órbita. Nesse local o canal óptico é bem visível. Nele passam
o nervo óptico e a artéria oftálmica.
Medialmente a órbita há uma extensão da maxila, o processo frontal , que se une ao osso
nasal pela sutura nasomaxilar. A
margem livre do nasal de ambos os lados inicia o contorno superior da abertura piriforme, que é completado
nos lados e abaixo pelas maxilas, as quais, em sua união, delimitam uma
saliência pontiaguda mediana, a espinha
nasal anterior. A abertura piriforme
permite a visão, no interior da cavidade
nasal, do septo ósseo e das conchas nasais inferior e média.
Ao lado da abertura piriforme, a maxila é côncava (fossa canina) e apresenta o forame
infra-orbital, que continua atrás com o canal infra-orbital até o sulco
infra-orbital, todos percorridos pelo nervo e vasos infra-orbitais. Mais
lateralmente, a maxila termina-se unindo ao zigomático por meio de seu processo zigomático.
O zigomático, por sua vez, está encaixado entre o
viscerocrânio e o neurocrânio, ligando a maxila ao frontal e ao temporal. O
zigomático tem um corpo e três processos, cujas denominações correspondem aos
nomes dos ossos a que está conectado – processo
maxilar, processo frontal e processo temporal. Na sua face lateral, abre-se
o forame zigomático-facial, que dá
passagem a um nervo homônimo.
As duas maxilas (maxilar)
articulam-se no plano mediano pela sutura
intermaxilar, ao lado da qual se situa a fóvea incisiva. Entre as fossas incisiva e canina vê-se a eminência canina, saliência que recobre
a raiz do dente canino. Na maxila, o processo alveolar, larga expansão que
provê alvéolos para os dentes, evidência as eminências alveolares, das quais a
canina costuma ser a mais saliente. Mais lateralmente, como contorno
final da maxila nesta vista anterior do crânio, vê-se a crista zigomático-alveolar, uma
condensação óssea que se estende do processo zigomático da maxila ao alvéolo do
primeiro molar.
Finalmente, a mandíbula articulada com a base do crânio
mostra sua superfície ântero-lateral, na qual se nota a protuberância mentoniana, forte condensação óssea mediana
delimitada por uma saliência na base da
mandíbula, o tubérculo mentoniano, e pela fossa mentoniana, uma ligeira depressão abaixo dos alvéolos dos
incisivos.
O processo alveolar,
semelhante ao da maxila, não possui eminências alveolares acentuadamente
salientes. Abaixo do alvéolo do segundo pré-molar, a meia distância da base da
mandíbula e da borda livre do processo alveolar, situa-se o forame mentoniano, para nervo e vasos
mentonianos. Se for baixada uma perpendicular do forame supra-orbital, esta
linha vertical passará sobre (ou bem próximo) os forames infra-orbital e
mentoniano.
Mais lateralmente, é evidente a borda anterior do ramo da mandíbula, que se continua inferiormente
como linha oblíqua, uma espessa
elevação linear romba que esmaece a medida que avança sobre o corpo da mandíbula.
O ângulo da mandíbula é uma área que se
destaca lateralmente como uma
projeção evidente.
projeção evidente.
*VISTA SUPERIOR DO
CRÂNIO (norma vertical)*
O aspecto geral é de um contorno oval, com uma superfície
convexa formada por partes dos ossos frontal, occipital e parietais.
São unidos por suturas serráteis denominadas: coronal, entre o frontal e os parietais; sagital, entre os parietais; lambdóidea, entre o occipital e os parietais.
São unidos por suturas serráteis denominadas: coronal, entre o frontal e os parietais; sagital, entre os parietais; lambdóidea, entre o occipital e os parietais.
Sutura serrátil: é
aquela na qual as bordas dos ossos que se unem apresentam irregularidades que
se encaixam entre si de maneira serrada.
|
Os ossos que compõem as suturas do crânio fixam-se por meio da interposição de tecido conjuntivo denso, constituindo uma articulação fibrosa, e por meio de saliências e reentrâncias de suas bordas (semelhantes aos dentes de uma serra), que se interpenetram e dão rigidez à articulação. Faz exceção a sutura escamosa, cujos ossos temporal e parietal se ligam em bisel, a moda das escamas de peixe.
Sutura escamosa: Nestes tipos de articulações as bordas dos
ossos são escamadas, de tal maneira que uma borda cobre a outra em forma de
escama.
Articulação fibrosa: são articulações estabelecidas por meio de uma camada intermediária de tecido conjuntivo fibroso, que fixa os ossos. São divididas em quatro grupos:
·
as sindesmoses, que possuem grande quantidade de tecido
continuos que pode formar um ligamento interósseo ou membrana interóssea -
impedindo, portanto, o movimento. Como exemplos temos as articulações tíbio-fibular inferior e a
articulação sacro-ilíaca posterior.
·
as suturas, que têm menos
tecido conjuntivo do que as sindesmoses, e são encontradas exclusivamente nas
articulações dos ossos do crânio. De acordo com a forma da superfície
óssea articulante, podem ser divididas em:
·
plana;
·
serrátil - exemplo: sutura entre os
ossos parietais direito e esquerdo;
·
escamosa.
·
as esquideleses são articulações que se verificam
entre uma superfície em forma de crista de um osso (por exemplo, do corpor
do esfenóide, que se aloja em
uma superfície em forma de fenda de outro osso (fenda entre asas do vômer, na semelhança do encaixe de um
cavaleiro em cima do cavalo.
·
as gonfoses são articulações nas quais um processo
cônico está inserido numa cavidade, à semelhança de um prego inserido na
madeira, por exemplo. Como exemplo de gonfose temos os dentes inseridos nos Alvéolos dentários.
|
O ponto de encontro das suturas coronal e sagital é chamado bregma. Na época do nascimento, uma área membranosa
losângica persiste por algum tempo e é chamada fontículo anterior.
Ao lado da sutura sagital, o forame parietal deixa passar uma veia emissária, que liga as veias
do couro cabeludo com o seio sagital superior. Ainda no parietal, uma
convexidade mais acentuada, o túber
parietal, determina, com a do lado oposto, a região de maior largura do
crânio.
fonte: Livro Anatomia da Face Bases Anatomofuncionais para a prática Odontológica "Miguel Carlos Madeira"
segunda-feira, 17 de março de 2014
Regras de acentuação (Português para concurso)
REGRAS DE ACENTUAÇÃO:
- Regra 1:
* Acentuam-se as oxítonas terminadas em A (S), E (S), O (S) , EM , ENS.
Ex: Repôs, atrás, após, cafés, detêm, provéns, sofá.
Ex: Repôs, atrás, após, cafés, detêm, provéns, sofá.
Obs: Palavra oxítona – é aquela que, tendo duas ou mais sílabas, a
última sílaba é a mais forte.
EX: Repôs ->
Re – pôs (oxítona terminada em OS)
Atrás -> A – trás (oxítona terminada em AS)
Após -> A- pós (oxítona terminada em OS)
Cafés -> Ca-fés (oxítona terminada em ES)
Detêm -> De – têm (oxítona terminada em EM)
Provéns -> Pro – véns (oxítona terminada em ENS)
Sofá -> So – fá (oxítona terminada em A)
Rapaz -> Ra – paz (oxítona terminada em Z não tem acento)
Capaz -> Ca – paz (oxítona terminada em Z não tem acento)
Atrás -> A – trás (oxítona terminada em AS)
Após -> A- pós (oxítona terminada em OS)
Cafés -> Ca-fés (oxítona terminada em ES)
Detêm -> De – têm (oxítona terminada em EM)
Provéns -> Pro – véns (oxítona terminada em ENS)
Sofá -> So – fá (oxítona terminada em A)
Rapaz -> Ra – paz (oxítona terminada em Z não tem acento)
Capaz -> Ca – paz (oxítona terminada em Z não tem acento)
Atenção: Terminadas em (EM) no singular usa-se
acento agúdo.
Terminandas em (EM) no plural usa-se o acento circunflexo.
EX: O policial intervém ....
Os policiais intervêm....
Terminandas em (EM) no plural usa-se o acento circunflexo.
EX: O policial intervém ....
Os policiais intervêm....
- Regra 2:
*Acentuam-se
as paroxítonas terminadas em R, N, L, X, I (S),
U (S), UM (S) , ON (S), Ã (S), PS e DITONGOS
|
DITONGO: quando duas vogais estão juntas na mesma
sílaba.
Ex:
|
OBS: Paróxitona, é aquela que tendo
duas ou mais sílabas, a penúltima sílaba é a mais forte.
Ex: mártir, pólen, móvel, tórax, júri, bônus, álbuns,
nêutrons, bíceps.
Terminadas em ditongo: Frequência, mídia, consequência.
Terminadas em ditongo: Frequência, mídia, consequência.
Mártir -> Már – tir (paroxítona
terminada em R)
Pólen -> Pó – len (paroxítona terminada em N)
Móvel -> Mó – vel (paroxítona terminada em L)
Tórax -> Tó – rax (paroxítona terminada em X)
Júri -> Jú – ri (paroxítona terminada em I)
Bônus -> Bô- nus (paroxótona terminada em U(s))
Álbuns -> Ál – buns (paroxítona terminada em UM (s))
Nêutrons -> Nêu – trons (paroxítona terminada em OM (s))
Bíceps -> Bí – ceps (paroxítona terminada em PS)
Frequência -> Fre – quên – cia (paroxítona terminada em HIATO (CIA))
Mídia -> Mí – dia (paroxítona terminada em HIATO (DIA))
Consequência -> Con – se – quên – cia (paroxítona terminada em HIATO (IA)
Pólen -> Pó – len (paroxítona terminada em N)
Móvel -> Mó – vel (paroxítona terminada em L)
Tórax -> Tó – rax (paroxítona terminada em X)
Júri -> Jú – ri (paroxítona terminada em I)
Bônus -> Bô- nus (paroxótona terminada em U(s))
Álbuns -> Ál – buns (paroxítona terminada em UM (s))
Nêutrons -> Nêu – trons (paroxítona terminada em OM (s))
Bíceps -> Bí – ceps (paroxítona terminada em PS)
Frequência -> Fre – quên – cia (paroxítona terminada em HIATO (CIA))
Mídia -> Mí – dia (paroxítona terminada em HIATO (DIA))
Consequência -> Con – se – quên – cia (paroxítona terminada em HIATO (IA)
- Regra 3:
Acentuam-se todas as proparoxítonas.
Proparoxítona é quando a antepenúltima sílaba é a mais forte.
Ex: Pêndulo, máximo, cálice, página, límpido.
- Regra 4:
Acentuam-se os MONOSSÍLABOS TÔNICOS terminados em A (S), E (S), O (S).
Monossílabo: palavras formadas apenas por uma sílaba.
Acentuam-se os MONOSSÍLABOS TÔNICOS terminados em A (S), E (S), O (S).
Monossílabo: palavras formadas apenas por uma sílaba.
Ex: Sós, nós, vês, lá, pás, nó, prós.
Nós nos vimos ! ( Nós -> monossílabo tônico, nos -> monossílabo atônico)
Nós nos vimos ! ( Nós -> monossílabo tônico, nos -> monossílabo atônico)
Cu -> Monossílabo tônico e terminado em U então não haverá acento.
- Regra 5:
Acentuam-se DITONGOS ABERTOS ÉI (s), ÓI(S), ÉU (s), quando na sílaba tônica de uma oxítona.
Ex: carretéis, troféu, papéis, destrói, Ideia.
Acentuam-se DITONGOS ABERTOS ÉI (s), ÓI(S), ÉU (s), quando na sílaba tônica de uma oxítona.
Ex: carretéis, troféu, papéis, destrói, Ideia.
ATENÇÃO quando esses ditongos
abertos estão na sílaba tônica de uma paroxítona, Não recebe acento.
EX: Ideia, apoio , joia , apneia , assembleia , boia.
EX: Ideia, apoio , joia , apneia , assembleia , boia.
-Regra 6:
Acentuam-se o I e o U tônicos, formando HIATO, com a vogal anterior, sozinhos na sílaba ou seguidos de S e tão somente de S.
|
HIATO:
quando duas vogais estão juntas na mesma palavra, mas em sílabas diferentes.
Ex:
SA-Ú-DE
PA-RA-Í-BA SO-AR
OBS:
em caso de as vogais fazerem parte da mesma sílaba, trata-se de um ditongo e
não de um hiato
|
Ex: saída, moído, prejuízo, faísca, saúde, baú, caju,
caindo, moinho, bainha, egoísta.
Atenção quando seguidos de NH não
recebem acento !!!
SAÍDA: Sa- Í – da ( Í formando hiato com a vogal anterior e está sozinha na sílaba)
CAJU: Ca- ju (U não está formando hiato)
MOINHO: Mo – i – nho (não receberá acento pois o I que é um hiato está acompanhado de NH)
Atenção ! Os hiatos EEM e OO não
recebem mais acento e não temos mais o trema.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
6º Constituição Federal (1988)
6º Constituição
Federal (1988) criado o SUS
Artigos da Constituição no que se refere á saúde:
Artigo 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos e ao aceso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Artigo 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos e ao aceso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Artigo 197. São
de relevância públicas as ações e
serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei,
sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser
feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou
jurídica de direito privado.
Artigo 198. As
ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único,
organizado de acordo com as seguintes diretrizes:
I-
Descentralização,
com direção única em cada esfera de governo;
II-
Atendimento
Integral, com prioridade para as
atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;
III-
Participação
da comunidade.
O sistema único de
saúde será financiado , nos termos do art. 195, com recursos do orçamento da
seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
além de outras fontes. ( Paragrafo
único modificado para 1º Emenda constitucional nº 29 de 13/09/00)
Emenda Constitucional
nº 29/2000 : define os percentuais
mínimos de aplicação em ações e serviços públicos de saúde e estabelece regras
para o período de 2000 e 2004.
O artigo 198 da constituição federal prevê que, no final
desse período, a referida emenda seja regulamentada por Lei complementar, que
deverá ser reavaliada a cada cinco anos. Na hipótese da não edição dessa Lei, permanecerão válidos
os critérios estabelecidos na própria Emenda constitucional.
A EC 29 representou um importante avanço para diminuir a
instabilidade no financiamento que o setor de saúde enfrentou a partir da
Constituição de 1988 (com o não cumprimento dos 30% do orçamento da seguridade
social)., bem como uma vitória da sociedade na questão da vinculação
orçamentária como forma de diminuir essa instabilidade.
Emenda Constitucional
nº 29- Valores atribuídos as Esferas de Gestão:
Recursos municipais: 15%
Recursos estaduais 12%
Recursos federais: despesas com base nos recursos utilizados, variação nominal, anual do PIB.
Recursos estaduais 12%
Recursos federais: despesas com base nos recursos utilizados, variação nominal, anual do PIB.
Artigo 199: A
assistência a saúde é livre a iniciativa privada.
1º- A instituições
privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde,
segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio,
tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.
2º- É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios
ou subvenções ás instuições privadas com fins lucrativos.
3º É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou
capitais estrangeiros na assistência á saúde no País, salvo nos casos previstos
em lei.
4º- A lei disporá sobre as condições e os requisitos que
facilitem a remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de
transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento e
transfusão de sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de
comercialização
Artigo 200: Ao sistema único de saúde compete, além de
outras atribuições nos termos da lei:
I- controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos:
II- executar
ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do
trabalhador;
III Ordenar a
formação de recursos humanos na área de saúde;
IV – participar da formulação da política e da execução das
ações de saneamento básico;
V – Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento
científico e tecnológico;
VI – fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o
controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano;
VII – participar do controle e fiscalização da produção,
transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos
e radioativos;
VIII – colaborar na proteção do meio ambiente, nele
compreendido o do trabalho.
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